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Morte do investigador Ivan marcou mês de março

Por Sandra Pereira | 28/12/2012

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Sandra Pereira Investigador presta esclarecimento em uma das oitivas da CEI de Taboão

A morte até hoje não esclarecida do investigador Ivan Jerônimo da Silva, alvejado  com um tiro no peito, em 8 de março, num banheiro da banca Cidade Jardim, marcou o mês de março. A versão oficial do crime aponta que ele teria se matado com um tiro no peito, mas a perícia feita no local  apontou que foram feitos dois disparos no banheiro onde o investigador morreu, e, levantou suspeitas sobre a versão inicial. O corpo do investigador foi cremado. Poucos dias depois toda a cúpula da Delegacia Seccional onde ele trabalhava foi trocada.

A morte do investigador repercutiu em toda a região. Ele era responsável por casos importantes, como a chamada Operação Cleptocracia, que resultou na prisão de 26 pessoas entre vereadores, secretários municipais e funcionários públicos de Taboão acusados de participação na chamada fraude do IPTU.

Também em março uma série de reportagens produzidas pelo Jornal na Net mostrou o colapso do sistema de monitoramento eletrônico da cidade. Das 26 câmaras instaladas somente seis funcionavam. A implantação do serviço que não funcionava custou quase R$ 1 milhão. Enquanto o monitoramento não funcionava a criminalidade aumentava em Taboão e na região. No Embu câmaras flagraram um homem negro sendo espancado em plena praça central. Em Itapecerica o sistema também registrou policiais espancando um vigia – veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

Tanto em março quanto em abril ficou evidente a falta de segurança nos municípios da região. A violência crescente foi retratada em ambos os meses em diversas matérias feitas no Jornal na Net. Nos Consegs as reuniões mensais evidenciavam o clamor das pessoas por mais segurança. Em Taboão os então prefeituráveis Aprígio e Fernando Fernandes foram vítimas da violência. No Embu o vice-prefeito Natinha teve a irmã assinada em troca de tiros no Santo Eduardo.

As articulações políticas se intensificaram  em março e abril e as definições partidárias foram se apresentando com vistas à eleição de outubro. Ficou evidente em Taboão da Serra, desde esse período, que Fernando Fernandes despontava na frente, na preferência dos eleitores críticos à administração de Evilásio. Em Itapecerica Chuvisco também liderava em partidos na base de aliança e nas articulações de bastidores. No Embu Chico Brito sempre liderou o processo durante toda a corrida eleitoral.

Neste período a OHL anunciou que vai construir nos próximos anos quatro retornos na região, entre Embu e Juquitiba. Nenhum deles está previsto para Taboão da Serra.

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