Saúde volta a pautar sessão da câmara de Itapecerica da Serra

Por Ane Greice Passos | 2/04/2014

A sessão da câmara de Itapecerica da Serra desta terça-feira, 01, foi marcada pelo desencontro de opiniões entre os vereadores Prof. Ernandes e Dr. José Martins, sobre a implantação do Programa Mais Médicos na cidade. Enquanto Ernandes defende a vinda do programa para o Parque Paraíso e destaca a sua importância para cidade, Dr. José Martins afirma que o projeto do PT “é desnecessário e não atende a população”.

Após leitura dos requerimentos, votação de projetos e leis, o presidente da Câmara Cicero Costa abriu a inscrição para usar a palavra na sessão. Como de hábito, o vereador Sangue Bom falou sobre os problemas da cidade, como o da saúde e reclamações sobre o governo Chuvisco.

Edicarlos também usou sua fala para informar a retirada do seu nome da pré-candidatura a Deputado Estadual na cidade e declarou apoio a candidatura do seu colega de partido Dr. Francisco Nakano (candidato a vice-prefeito nas eleições de 2012) para disputa eleitoral. “Quem está junto ao PDT tem que apoiar o Dr. Nakano”, afirmou.

Sangue Bom pediu ainda um minuto de silêncio, em respeito ás três vítimas fatais do acidente envolvendo um caminhão e uma moto no bairro da Mombaça. Após a homenagem na câmara os vereadores prosseguiram com os discursos.

O vereador Trolezi também lamentou o acidente e lembrou a reincidência neste tipo de tragédia, devido à falta de fiscalização de caminhões na cidade e o uso das ruas de Itapecerica para acesso as rodovias. 

“Provavelmente vai continuar acontecendo, porque nossas estradas não estão capacitadas para receber caminhões”, disse o vereador que sugeriu que a alça acesso na Estrada de Itapecerica e Embu Guaçu, fossem construídas.

Hércules da Farmácia, falou sobre as indicações enviadas para a prefeitura, ao prefeito Chuvisco e os pedidos dos moradores da cidade. O vereador falou ainda sobre uma indicação para inclusão de um Pátio, de recolhimento de carros, na cidade e de um abaixo assinado solicitando acesso, dos moradores de Itapecerica, ao Rodoanel.

Ramon Corsini parabenizou o evento do Prefeitura no Bairro, que ocorreu no último sábado, 29. E agradeceu a verba que possibilitou a compra de 4 ônibus escolares para atender as crianças de Itapecerica da Serra. O presidente da Câmara Cicero Costa também comentou o sucesso do evento e justificou a ausência do prefeito Chuvisco.

Em meio a vários discursos, o momento mais marcante da noite foram as falas dos vereadores Prof. Ernandes e Dr. José Martins. Com opiniões divergentes sobre o programa Mais Médicos, os vereadores defenderam suas visões sobre a eficácia do plano do governo.

Ernandes começou sua fala contando o caso de uma moradora, que afirmou não ter tido um atendimento adequado de um médico do pronto socorro central. A munícipe confidenciou para o vereador que o médico plantonista não receitou nenhum remédio, para dor que sentia na região das pernas, e enviou a paciente para casa sem tratamento adequado.

O vereador afirmou que esse tipo de profissional não deseja trabalhar em Itapecerica da Serra deveriam ir embora. “A saúde pública é coisa séria, tem que tratar bem os munícipes. Eu gostaria muito que essa pessoa denunciasse o médico”, afirmou.

Prof. Ernandes, falou ainda sobre a importância do Mais Médicos, programa do Governo Federal, e questionou o conselho de saúde de Itapecerica da Serra que não aceitou a implantação do programa no bairro do Parque Paraíso.

“Vamos levar esse caso para investigação. Se não fosse o Programa Mais Médicos na cidade de Itapecerica a situação da saúde estaria crítica”, finalizou.

Logo após a fala do colega petista, Dr. José Martins veio a tribuna falar sobre a saúde de Itapecerica da Serra e o programa Mais Médicos. O vereador destacou que o partido do vereador Ernandes (PT), alavanca o programa, mas que o Mais Médicos é desnecessário para a população.

“O Programa Mais Médicos tem uma falha muito grande, principalmente quando os cubanos vêm para o Brasil. Eles não fazem exames para revalidar seus diplomas, pois o conselho dos médicos não podem fiscalizar”, afirmou

O vereador destacou que os médicos nem ao menos pagam impostos no Brasil. Ele realizou uma conta simples, para exemplificar os valores pagos para os médicos no país e o repasse para o governo cubano em forma de empréstimo do BNDS (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a fim de construir o Porto de Havana.

De acordo com a conta de José Martins, se existissem 8 mil médicos cubanos, que ganham 2 mil por mês e os outros 8 mil fossem repassados para Cuba, em um ano o valor arrecadado passaria do custo previsto por um Porto de Havana e em 5 anos seria possível realizar 5 construções. 

José Martins chegou a falar que se fosse do partido da presidência não comentaria sobre esse caso: “se eu fosse um militante do PT eu passava reto”. 

Não houve um debate direto entre os vereadores, apenas ambas as opiniões divergiram no momento de cada discurso. 

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