Expansão da Linha 4-Amarela deve reduzir em até uma hora o tempo de deslocamento de moradores de Embu das Artes
A expansão da Linha 4-Amarela do metrô até Taboão da Serra deve beneficiar diretamente moradores de Embu das Artes, que enfrentam diariamente congestionamentos e longos deslocamentos para chegar ao trabalho na capital paulista. Com 3,3 quilômetros de extensão e duas novas estações, Chácara do Jockey e Taboão da Serra, o projeto do Governo de São Paulo promete facilitar o acesso à rede metroviária e proporcionar mais tempo livre e qualidade de vida para quem depende do transporte público.
Moradora do bairro Santa Tereza, em Embu das Artes, a assistente de operações estratégicas Jéssica da Costa Silva, de 33 anos, trabalha na Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, e conhece bem os desafios da rotina de quem precisa se deslocar entre os municípios da região e a capital. De segunda a quinta-feira, ela sai de casa às 4h30 e leva cerca de 30 minutos para chegar à estação Vila Sônia, percurso que costuma ser mais rápido nesse horário devido ao baixo fluxo de veículos.
Na volta para casa, porém, a situação muda. Os congestionamentos na Avenida Professor Francisco Morato e na entrada de Taboão da Serra podem fazer com que Jéssica leve quase três horas para concluir o trajeto. Com a futura estação, ela estima economizar aproximadamente uma hora no retorno, tempo que poderá ser dedicado aos estudos, ao descanso e à vida pessoal.
“Eu acho que a qualidade de vida que a gente vai ter já é a principal conquista, porque a gente vai ficar menos tempo dentro de um ônibus. Meu tempo para voltar para casa vai reduzir em praticamente uma hora. Eu estudo também, então, se eu tiver um tempo maior dentro de casa, vou conseguir estudar e descansar mais”, afirma.
Além da redução no tempo de viagem, a nova estação deve diminuir a necessidade de baldeações para quem mora em Embu das Artes e em outras cidades próximas. Atualmente, muitos passageiros precisam utilizar diferentes linhas de ônibus até chegar a uma estação de metrô, o que aumenta a duração dos deslocamentos e torna a rotina mais cansativa.
“Qualquer coisa que a gente precise fazer, tem que fazer muita baldeação, pegar vários ônibus. Com a chegada da estação aqui no Taboão, vou poder pegar um ônibus até lá e, dentro da estação, fazer o restante do deslocamento. Para quem mora aqui, essa estação caiu como uma luva”, explica Jéssica.
Menos tempo no trânsito e mais qualidade de vida
A expectativa de redução no tempo gasto no transporte público também é compartilhada por outros moradores de Taboão da Serra, município que receberá a nova estação e que concentra parte dos deslocamentos diários de trabalhadores da região.
Jéssica Inah Massonetto, de 31 anos, analista de redes sociais e moradora de Taboão da Serra desde que nasceu, leva atualmente cerca de duas horas para chegar ao trabalho, na Mooca, zona leste da capital. O principal obstáculo é o trânsito no percurso de ônibus até a estação Vila Sônia. Depois de acessar o metrô, segundo ela, o deslocamento se torna mais rápido e tranquilo.
Com a chegada da estação mais perto de casa, a expectativa é reduzir o tempo gasto no trecho inicial da viagem e aproveitar melhor as horas do dia.
“O principal problema é o trânsito e o tempo que a gente fica dentro do ônibus até chegar à estação. É um tempo que eu poderia estar usando para outras coisas, como fazer academia de manhã. Com a estação mais perto, eu posso sair um pouco mais tarde de casa, ganhar esse tempo para mim e chegar ao trabalho mais tranquila”, relata.
Ela também destaca que a aproximação da rede metroviária facilita o acesso a diferentes regiões da capital, especialmente para quem utiliza o transporte público diariamente para trabalhar.
“Cada vez que o metrô foi chegando um pouco mais perto da gente, ficou mais fácil para a gente se deslocar para São Paulo, principalmente para trabalhar. Eu, por exemplo, acho muito mais fácil ir para o centro de transporte público do que de carro. Então, com a estação aqui em Taboão, vai ficar mais fácil e me dar mais tempo de qualidade”, afirma.
Estação deve beneficiar cerca de 50 mil passageiros por dia
A expansão da Linha 4-Amarela prevê a construção de 3,3 quilômetros de extensão e duas novas estações: Chácara do Jockey e Taboão da Serra. A futura estação será a primeira da rede metroviária paulista localizada fora da capital e contará com integração a um terminal de ônibus, facilitando as conexões para passageiros de Taboão da Serra e de municípios vizinhos, como Embu das Artes.
A expectativa é que a extensão beneficie cerca de 50 mil novos passageiros por dia, ampliando o acesso ao sistema metroviário e oferecendo uma alternativa para quem enfrenta congestionamentos nos deslocamentos entre a região sudoeste da Grande São Paulo e a capital.
O empreendimento integra os projetos de mobilidade do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), com fiscalização da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).
Para os moradores de Embu das Artes, a proximidade da nova estação representa a perspectiva de viagens mais rápidas, menos tempo dentro dos ônibus e maior facilidade para acessar diferentes regiões de São Paulo. A mudança também pode abrir espaço para uma rotina menos desgastante, com mais tempo disponível para estudar, descansar e realizar atividades pessoais.
Assessoria de Imprensa
