Homem que matou enfermeira após reclamação de som alto em Taboão é condenado a 41 anos de prisão

A Justiça de São Paulo condenou a 41 anos e um mês de prisão, em regime inicial fechado, o homem condenado por matar a facadas a enfermeira Glória Liscinio, de 53 anos, após uma discussão provocada por som alto em um bar na Vila Santa Luzia, em Taboão da Serra. O marido da vítima, José Conder, que tinha 59 anos na época, também foi esfaqueado ao tentar defender a esposa e ficou gravemente ferido. A decisão da 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) foi unânime.

O crime aconteceu em uma segunda-feira, dia 6, por volta das 22h, na Rua Santa Luzia, e causou grande repercussão na cidade. A data completa da ocorrência não foi informada no material encaminhado.

Na ocasião, Glória havia acabado de chegar do trabalho quando decidiu reclamar do barulho provocado pelo som alto de um estabelecimento próximo à sua residência. Segundo as informações divulgadas na época, a enfermeira chegou a filmar a situação, o que teria provocado uma discussão com o proprietário do bar.

Após a reclamação, a mulher deixou o estabelecimento e retornou para casa. Entretanto, foi seguida pelo agressor, que a surpreendeu e iniciou o ataque com uma faca.

De acordo com o processo, o homem derrubou a vítima e desferiu diversos golpes de faca contra ela. O marido, José Conder, tentou impedir as agressões, mas também foi atingido. Glória não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

José sofreu ferimentos graves, incluindo uma perfuração no pulmão, e foi socorrido ao Hospital Geral do Pirajussara (HGP), onde permaneceu internado em estado grave.

Justiça reconheceu crueldade e aumentou a pena

Ao analisar um recurso, a 4ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP decidiu manter a condenação e elevar a pena para 41 anos e um mês de reclusão.

O relator do processo, desembargador Camilo Léllis, destacou a presença de três qualificadoras: motivo torpe, emprego de meio cruel e utilização de recurso que dificultou a defesa das vítimas.

O magistrado também ressaltou a violência e a persistência do ataque, considerando que o agressor continuou desferindo golpes mesmo depois de atingir a enfermeira.

Outro aspecto considerado pela Justiça foi o sofrimento imposto ao marido da vítima, que presenciou o assassinato da esposa, tentou salvá-la e acabou sendo esfaqueado.

Da Redação do Jornal na Net

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