Disputa sobre quem trouxe o metrô para Taboão vira sessão de ataques ao governador: Tarcísio, "água de salsicha"

O embate sobre quem teve mais protagonismo na chegada do metrô a Taboão da Serra acabou sobrando para o governador Tarcísio de Freitas durante sessão na Câmara Municipal. Vereadores aliados da deputada estadual Analice Fernandes afirmaram que o deputado estadual Dr. Eduardo Nóbrega tenta minimizar a atuação da parlamentar na luta pela expansão da Linha 4-Amarela até a cidade.

Os vereadores Wanderley Bressan e Sandro Ayres defenderam que Analice atuou durante anos em articulações políticas para viabilizar o metrô em Taboão. Em resposta, o vereador Anderson Nóbrega rebateu afirmando que Eduardo Nóbrega foi chamado pelo próprio governador de “embaixador do metrô” no projeto de expansão.

A discussão sobre a “paternidade” da obra rapidamente deu lugar a duras críticas ao governo estadual, principalmente em relação ao Hospital Geral do Pirajussara e à segurança pública, áreas consideradas pelos parlamentares como mais urgentes para a população.

Em tom contundente, o vereador Rodney disparou críticas contra o governador, chegando a chamá-lo de “água de salsicha” e afirmando que o Estado abandonou a saúde pública. Durante o discurso, ele lembrou que os pais da vereadora Joice Silva, do presidente da Câmara Carlinhos do Leme e da vice-prefeita Érica Franquini morreram recentemente após internações no HGP.

“Eles não morreram por causa da patologia que foram internados. Morreram vítimas de infecção hospitalar. O HGP está abandonado”, afirmou o vereador. “O governador é água de salsicha. Tarcísio de Freitas não serve pra nada. A saúde do Estado está abandonada”, completou.

Na mesma linha, outros vereadores afirmaram que, apesar da importância do metrô para o desenvolvimento da cidade, a obra ainda deve levar anos para ser concluída, enquanto os problemas no hospital estadual e na segurança pública exigem respostas imediatas.

O vereador Dr. Ronaldo Onishi avaliou que a crise no HGP pode estar ligada à redução de recursos estaduais. Já o vereador Celso Rodrigo Gallo afirmou que o metrô pode demorar cerca de dez anos para chegar à cidade, enquanto os problemas enfrentados diariamente pela população na saúde e segurança poderiam ser solucionados de forma mais rápida pelo governo estadual.

Sandra Pereira

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