Polícia Civil encerra segundo inquérito sobre atentado contra Aprígio sem identificar mandantes
A Polícia Civil concluiu no mês passado o segundo inquérito que investigava o atentado a tiros contra o então prefeito de Taboão da Serra, ocorrido em 18 de outubro de 2024. A nova apuração foi encerrada sem identificar quem teria ordenado o crime e também não apontou participação do ex-chefe do Executivo no episódio.
O primeiro inquérito havia sido finalizado em fevereiro de 2025 e indicou que o ataque ao veículo oficial poderia ter sido simulado para gerar comoção pública e influenciar o cenário eleitoral durante a tentativa de reeleição. Segundo as investigações da época, a articulação poderia ter envolvido integrantes ligados ao grupo político do então prefeito.
Durante a execução da ação, porém, a situação saiu do controle. Seis disparos de fuzil AK-47 atingiram o carro blindado e perfuraram a proteção do veículo, ferindo o então prefeito no ombro esquerdo. No automóvel também estavam o motorista, um secretário municipal e um videomaker, que não ficaram feridos.
A polícia apontou cinco pessoas como intermediários e executores da ação. Dois suspeitos chegaram a ser presos e três permanecem foragidos. Todos respondem por quatro tentativas de homicídio, já que os tiros colocaram em risco todos os ocupantes do veículo.
O episódio ganhou grande repercussão após a divulgação de um vídeo que mostra o então prefeito ferido dentro do carro. As imagens foram gravadas pelo videomaker que estava no veículo e enviadas à imprensa cerca de 30 minutos após o ataque pela assessoria do prefeito.
Mesmo após a conclusão do primeiro inquérito, o Ministério Público determinou a abertura de uma nova investigação para tentar identificar os possíveis mandantes. O segundo procedimento foi encerrado em 21 de janeiro de 2026 sem apontar os autores intelectuais do crime. Ao todo, sete pessoas chegaram a ser investigadas, incluindo o próprio ex-prefeito e integrantes de sua equipe, todos negando envolvimento.
Em nota, a defesa de José Aprígio afirmou que a conclusão do inquérito reforça que não há qualquer prova que o vincule ao episódio. Os advogados destacaram que ele não foi indiciado e reiteraram que o ex-prefeito foi vítima de um atentado grave durante o período eleitoral, afirmando ainda esperar que as autoridades continuem as investigações para identificar e responsabilizar os verdadeiros mandantes do crime.
Da Redação do Jornal na Net
