"Lei Bob Coveiro", inspirada em cão símbolo de Taboão da Serra, permite enterro de cães e gatos em jazigos familiares

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou nesta terça-feira (10) a lei que autoriza o sepultamento de cães e gatos em jazigos familiares em todo o estado. A nova legislação reconhece oficialmente o laço afetivo entre tutores e seus animais de estimação.

Conhecida como “Lei Bob Coveiro”, a medida teve origem no Projeto de Lei 56/2015, aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) em dezembro de 2025. A proposta foi inspirada na história de Bob, um cão que viveu por mais de uma década no Cemitério da Saudade, em Taboão da Serra, e que se transformou em um verdadeiro símbolo da cidade. Após sua morte, Bob foi autorizado a ser sepultado junto à sua tutora, fato que deu origem à discussão que resultou na lei.

De acordo com o texto sancionado, cada município será responsável por definir as normas para o sepultamento de animais em jazigos, por meio dos serviços funerários locais. Os custos ficarão a cargo da família proprietária do jazigo ou da sepultura.

Nos cemitérios particulares, a legislação permite que sejam estabelecidas regras próprias para o sepultamento de cães e gatos, desde que respeitada a legislação vigente. A lei passa a valer a partir desta terça-feira (10).

Avanços na proteção animal em São Paulo

Desde 2023, o Governo do Estado tem ampliado ações voltadas à proteção animal. Entre as iniciativas estão a Lei do Fim das Correntes, o Plano Estadual de Bem-Estar Animal na Agricultura e a ampliação da rede de hospitais veterinários públicos Meu Pet.

Em janeiro deste ano, também foi sancionada a lei que reconhece o Vira-Lata Caramelo como bem de relevante interesse cultural do Estado de São Paulo, com o objetivo de combater o preconceito contra animais sem raça definida.

A história de Bob Coveiro

Bob Coveiro passou a viver no Cemitério da Saudade, em Taboão da Serra, após a morte de sua tutora. Durante mais de 12 anos, tornou-se parte da rotina do local, acompanhando os funcionários e estando presente em velórios e sepultamentos. Mesmo após tentativas de adoção por familiares, o cão sempre retornava ao cemitério.

A história comoveu o país em 2019, quando foi exibida em rede nacional pela TV Globo. Bob também conquistou milhares de seguidores nas redes sociais, onde era descrito como um cão comunitário, respeitado e símbolo de convivência e afeto  um legado que hoje faz parte da identidade de Taboão da Serra.

Da Redação do Jornal na Net

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