Ministério da Saúde alerta para aumento de casos de coqueluche

Por Outro autor | 5/06/2024

Mais de 32 mil casos de coqueluche registrados entre janeiro e março de 2024 na Europa. Ministério da Saúde alerta para o risco de um surto no Brasil devido a redução na cobertura vacinal

O Ministério da Saúde emitiu nesta segunda-feira (3) uma nota técnica destacando a preocupação com a incidência de coqueluche no Brasil e ressaltando a importância da vacinação para combater a doença.

O alerta veio após o Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças relatar que 17 países da União Europeia, além de outras nações como China, Estados Unidos e Israel, estão enfrentando um aumento significativo nos casos de coqueluche. Entre janeiro e março deste ano, mais de 32 mil casos foram notificados na União Europeia.

Na China, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças informou que, até fevereiro de 2024, foram registrados 32.380 casos de coqueluche, com 13 óbitos confirmados.

No Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 31 casos confirmados de coqueluche até a primeira semana de abril de 2024. Desde 2020, o país observa uma diminuição nas notificações da doença. No entanto, a recente alta de casos internacionais sugere que o Brasil também possa enfrentar um aumento em breve, especialmente devido à baixa cobertura vacinal em menores de um ano e falhas na vigilância e diagnóstico clínico.

A coqueluche, também conhecida como pertussis, é uma infecção bacteriana que atinge as vias respiratórias, causando crises de tosse seca e falta de ar. Altamente contagiosa, a doença se propaga por meio de gotículas expelidas durante a tosse, espirros ou mesmo ao falar.

Principalmente afetando bebês e crianças, a coqueluche pode iniciar com sintomas semelhantes aos de um resfriado, mas a tosse tende a se intensificar, dificultando a respiração.

A vacinação é a principal medida preventiva contra a coqueluche. No Brasil, a vacina faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, administrada em três doses da vacina pentavalente aos 2, 4 e 6 meses, com reforços aos 15 meses e aos 4 anos com a tríplice bacteriana. No entanto, em 2023, a cobertura vacinal da pentavalente foi de 84,11%, abaixo da meta anual de 95%.

O Ministério da Saúde alerta que o grupo mais vulnerável à coqueluche é composto por crianças menores de um ano, com a maioria dos casos graves e óbitos ocorrendo em bebês abaixo de seis meses, antes da conclusão do esquema vacinal primário.

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