Prepare o bolso: pão francês ficará mais caro

Por Natália Bassi | 23/03/2022

Com a alta no preço do trigo, em razão da guerra entre Rússia e Ucrânia, um dos alimentos bases do café da manhã dos brasileiros sofrerá aumento. O pãozinho francês que é unanimidade nos quatro cantos do país terá elevação no preço. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), o fato do Brasil não produzir 100% do trigo que consome, será crucial para que toda a população passe a pagar mais caro no pão.

Além disso, de acordo com a Abimapi, a Rússia e a Ucrânia, os dois países que estão envolvidos no conflito, são os maiores produtores de trigo de todo o mundo. Sendo assim, a matéria prima do pão e de diversos alimentos, como o macarrão, disparou em escala global.

“A Rússia é o maior exportador de trigo do mundo e tem sido afetado economicamente pelo conflito com a Ucrânia - juntos, os dois países respondem, em média, por 30% das exportações mundiais de trigo”, disse em nota divulgada na Uol.

Segundo a associação, o preço ainda não teve tanta elevação porque muitos fabricantes possuem sacos de farinha de trigo estocados. Mas, muito em breve, essa mercadoria acabará.

“O que se pode afirmar é que haverá reajustes de preços nas próximas semanas, mas, com o horizonte indefinido, já que a cada notícia da guerra, o preço do trigo no mercado internacional oscila para cima ou para baixo com valores expressivos.O consumidor brasileiro deve começar a sentir os efeitos em breve, quando as indústrias comprarão as novas safras”, afirmou.

Outro ponto levantado pela Abimapi é que o repasse do valor não será feito todo de uma vez e, sim, de forma gradual. Desta forma, o brasileiro sofrerá com vários aumentos ao decorrer dos próximos meses.

“As indústrias estão com estoques relativamente curto, pois estão no início da entressafra de trigo, lembrando que o produto acabado também não tem estoques e que varia muito de empresa para empresa. De todo modo, este repasse tende a ser gradual, pois não há espaço para elevar os preços de uma só vez para o consumidor final”, explicou.

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