Governo de SP critica posição do Ministério da Saúde e continuará a vacinação de adolescentes

Por Natália Bassi | 16/09/2021

Nesta quinta-feira (16), o Ministério da Saúde voltou atrás da decisão de vacinar contra à covid-19 pessoas entre 12 e 17 anos sem comorbidades. De acordo com a nota enviada, a vacinação deve acontecer somente para adolescentes com deficiência permanente, comorbidades e que estejam privados de liberdade. No entanto, o Governo de São Paulo, após contato com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) criticou a diretriz do Ministério e afirmou que vai continuar com a imunização desse grupo etário. No entanto, cada cidade poderá tomar a sua decisão. 

“Coibir a vacinação integral dos jovens de 12 a 17 anos é menosprezar o impacto da pandemia na vida deste público. Três a cada dez adolescentes que morreram com covid-19 não tinham comorbidades em São Paulo. Este grupo responde ainda por 6,5% dos casos e, assim como os adultos, está em fase de retomada do cotidiano, com retorno às aulas e atividades socioculturais", diz em nota o Governo de São Paulo 

A decisão do Ministério causou confusão, já que a própria pasta tinha indicado, no dia 02 de setembro, a importância de vacinar essa faixa etária.

Diante do conflito de informações, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), pediu um posicionamento da Anvisa sobre a segurança da aplicação da vacina nos adolescentes de 12 a 17 anos. 

Segundo informações publicadas pelo portal G1, a decisão do Ministério veio após o país registrar falta de vacinas para aplicação de segunda dose. Além disso, outro detalhe, é a manutenção das 12 semanas para aplicação da segunda dose da vacina Astrazeneca. Anteriormente o governo tinha cogitado diminuir esse intervalo para 08 semanas.



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