Mãe também é presa acusada de participar da morte da filha de 1 ano e 7 meses em Taboão

Por Natália Bassi | 15/07/2021

Após a prisão do padrasto da pequena Lorena Sales Lisboa, que morreu vítima de agressões e traumatismo craniano na última sexta-feira (09) em Taboão da Serra, a sua mãe, que também era suspeita de participar do crime, teve a prisão decretada. À reportagem do Jornal Na Net, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) esclareceu que o caso segue em investigação. 

Segundo informações dos policiais que participaram da ocorrência, uma viaura foi solicitada na casa onde o casal morava após a bebê não se mexer. No endereço, após laudo médico e atendimento, foi constatado que a pequena tinha diversos hematomas na região do tórax, pescoço e face, bem como um pequeno arranhão na bochecha. O óbito foi confirmado no local pela equipe do SAMU. 

O padrastro que foi ouvido pelas autoridades, alegou que na noite anterior a criança estava com o nariz congestionado e acabou engasgando. O detido contou que fez massagem cardíaca nela até que recuperasse a consciência, sendo esse o motivo da explicação dos hematomas. Afirmou ainda na sequência que  todos foram dormir e só viu que a menina não estava respondendo quando acordou. 

Já a mãe, que chegou a ser ouvida também pela polícia no mesmo dia, disse que só ficou sabendo da morte após receber uma ligação algumas horas depois. Em depoimento, afirmou que a criança  tinha ficado sob os cuidados do padrastro para ela trabalhar. Segundo ela, a única lesão que havia na menina era um arranhão na bochecha por causa de uma queda no começo da semana.

No entanto, a sua frieza ao ser questionada pela polícia levantou suspeitas de que ela também estaria envolvida no crime bárbaro. 

Nas investigações, pessoas próximas a mãe, incluindo vizinhos, afirmaram que chegaram a presenciar ela agredindo a filha. O pai de Lorena também contou que já havia notado ferimentos na menina, mas não acreditava que a agressora fosse, de fato, a ex-companheira.

O caso foi registrado como homicídio qualificado no 89º DP e continua em investigação. Os dois foram presos provisoriamente, após medida convertida em prisão preventiva pela Justiça.

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