Justiça decreta prisão de policial civil de Taboão acusado de alertar PCC sobre operações

Por Redação | 22/12/2020

Com informações de Josmar Jozino, do Uol

Na última quinta-feira, 17, a Justiça decretou a prisão preventiva de policial civil de 49 anos. de Taboão da Serra, acusado de receber propina para informar o Primeiro Comando da Capital, o PCC, sobre operações policiais que iriam acontecer mirando a facção. 

Em interceptações telefônicas, foi possível verificar o diálogo do agente com uma advogada presa que atua em favor da facção. "Estamos indo lá para intimar a mulher do Toti. Dá um toque nela lá, se tiver alguém na casa, por favor, para ela sair correndo, para não achar ninguém lá. Ajuda nós...Acho que daqui a meia hora estamos lá", disse o civil. 

A Justiça também aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra ele e outras 14 pessoas, sendo que, destas, 12 são advogados e 8 já estão presos desde o mês passado. Todos são apontados como responsáveis por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, receptação e corrupção ativa e passiva. 

Os advogados integram a célula jurídica da facção, sendo os responsáveis por defender interesses de líderes presos em diversos presídios do país. Segundo o MPE, o policial atuava a favor da facção desde agosto do ano passado, quando “estabeleceu uma relação promíscua com o PCC”. 

A propina paga ao agente era feita pela coordenadoria jurídica do PCC, cujo responsável era um presidiário da alta cúpula. Os advogados também recebiam deste braço da organização. Os pagamentos eram feitos em depósitos nos serviços de autoatendimento de agências em Guaianazes e Itaquera, na zona leste. Os criminosos usavam nomes falsos para simular origem lícita ao dinheiro. 

O caso do policial civil e dos outros 14 acusados ocorre em segredo de Justiça, por isso nenhum nome foi revelado. 

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