Aprígio se recusa a assinar carta do movimento negro e causa mal-estar

Por Gabriela Pereira - Especial para o Jornal na Net | 29/10/2020

 

Correção da matéria as 12h58

Candidato a prefeito de Taboão da Serra e deputado estadual pelo Podemos, Aprígio causou mal-estar entre o movimento negro após se negar a assinar uma carta elaborada pelos coletivos da cidade que pede o compromisso do próximo prefeito em criar políticas públicas que promovam a igualdade racial. Dos 8 candidatos ao Executivo que ja se reuniram com o grupo, ele foi o único a não assinar. Vitor Medeiros, que também é candidato pelo PSL, ainda não se encontrou com o movimento.  A assessoria de Aprígio foi procurada e disse que o candidato ia se posicionar ao longo do dia. Assim que a nota for ao ar, a reportagem publicará matéria sobre. 

Em um vídeo que circula nas redes sociais de uma reunião realizada nesta terça-feira, 27, Aprígio aparece fazendo um discurso de encerramento para tranquilizar o coletivo depois de não assinar a carta, dizendo que vai continuar conversando com o movimento. “Vamos conversar, nós não vamos abandonar ninguém. Se é lei, nós vamos cumprir a lei, podem ficar tranquilos, tá bom?", disse. 

Momentos depois, no entanto, Aprígio, visivelmente irritado, joga o microfone na mesa após um dos líderes do movimento se dirigir aos integrantes dos coletivos e dizer que mesmo sendo o único candidato a não ter assinado, a luta ia continuar. Aprígio, então, volta e responde. 

“Vocês está vendo, que estou assinando, recebendo e devolvendo para vocês, então não venha com esse papo de que é o primeiro que não assina, não venha fazer pressão porque na pressão vocês não levam nada mesmo”, diz ele. Ao terminar, joga o microfone da mesa e se retira. Apesar de ter dito que estava entregando o documento assinado, o candidato não assinou. 

A postura de Aprígio repercutiu na cidade acompanhada de várias críticas. O próprio movimento negro, por meio da página O Grito Taboão da Serra, postou uma nota lamentando o ocorrido. "O candidato e seu vice se recusaram a assinar o documento e depois da manifestação do coletivo perante a recusa, e de posições preconceituosas nos tratando de forma totalmente demonstrando total descontrole e anti democrática para quem almeja governar nossa cidade. Queremos nos manifestar dizendo que tal atitude racista, machista não nos calará, continuaremos lutando em defesa do nosso povo de pretos e pretas seja qual for o candidato eleito, defendemos a democracia e a participação popular e contra o autoritarismo", relataram na nota.

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