Família alega que homem que matou vizinho a facada em Embu-Guaçu agiu em legítima defesa

Por Redação | 24/09/2020

A família do homem que matou seu vizinho com um golpe de faca no Mombaça, em Embu-Guaçu, no dia 12 de setembro, alegou que ele não invadiu a casa da vítima e agiu em legítima defesa. O homem se apresentou na delegacia na sexta-feira, dia 18, uma semana após o caso, acompanhado de seu advogado. 

No boletim de ocorrência registrado, a mulher do homem esfaqueado disse que o vizinho invadiu a casa do casal e o matou a facadas. Ela também relatou que foi atingida, mas conseguiu fugir e pedir socorro. A versão dada pela mulher é contestada por parentes  do autor. 

Segundo eles, na verdade foi a vítima quem procurou o autor. A discussão começou na porta da casa do indiciado após a vítima e sua esposa irem até lá para satisfações sobre boatos em relação à mulher. O homem teria o atingido duas vezes com uma barra de ferro na cabeça e ele alega que apenas se defendeu usando a faca, que estava no muro, para que as agressões parassem. 

“Ele foi uma grande vítima, ele só se defendeu. Esse rapaz foi para matar porque quem bate em outra pessoa com barra de ferro”, disse uma pessoa ligada ao autor que não quis se identificar. “O que estava na hora, que era a faca, ele pegou. Não foi uma coisa premeditada. A gente estava em casa, de boa”, relatou ainda. 

Após ser golpeada, a vítima conseguiu correr para sua casa, que fica a poucos metros do local, no entanto, não resistiu ao ferimento. A mulher também correu para o imóvel, mas deixou o chinelo para trás. Com a nova versão, a família alega que a companheira da vítima mentiu ao dizer que o autor tinha invadido a casa do casal. Eles relatam que ela não foi atingida em nenhum momento, ao contrário do que disse em depoimento.  

Os dois eram amigos há anos, mas nos últimos dias haviam deixado de se falar por um desentendimento gerado porque o autor foi alertar a vítima sobre boatos que estavam sendo espalhados a respeito da mulher. A Polícia Civil investiga o caso. O indiciado está solto, mas, ainda de acordo com os familiares, comparece sempre que é chamado à delegacia para prestar depoimento. 

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