Homem é baleado pela PM em Taboão após se passar por entregador para assaltar pedestres

Por Redação | 1/06/2020

Um jovem de 18 anos foi baleado pela Polícia Militar após se passar por entregador de comida de um aplicativo para tentar assaltar a aliança de pedestres na tarde de sexta-feira, dia 29. A perseguição começou na Vila Sônia, em São Paulo, e terminou no centro de Taboão da Serra, onde o rapaz foi atingido.

Policiais militares em ronda foram acionados para prestar apoio a uma tentativa de roubo. No caminho até o local, viram a motocicleta descrita sendo perseguida por outra viatura e foram prestar apoio. Após alguns momentos, o piloto tentou atravessar o canteiro central da Avenida Pirajuçara, mas caiu. Ele abandonou o veículo no local e entrou em uma empresa para tentar se esconder.

Dois PM entraram no local para encontrar o suspeito. Segundo um dos policiais, ele estava escondido atrás de um veículo e ao ser encontrado, ameaçou atirar, mas foi baleado na região do quadril. O resgate foi acionado e o levou para o Hospital Universitário, onde passou por processos cirúrgicos.

Na delegacia, duas mulheres vítimas do assaltante prestaram depoimento. Uma delas informou que estava voltando da feira com a sobrinha quando foi abordada pelo rapaz. Ele estava armado e exigiu a aliança da mais nova, no entanto, a joia não queria sair do dedo e ele ficou mais agressivo, dizendo que ia atirar. Uma viatura da PM passou no local e iniciou o acompanhamento.

A princípio, a mulher disse que não era capaz de identificá-lo porque ele usava capacete. Porém, após ver uma foto do suspeito, disse que a região da boca e da testa eram parecidas com a do assaltante. Ela também reconheceu a motocicleta e a mochila de entregada usava no crime.

A polícia também conseguiu descobrir que a moto estava com a placa adulterada com fita isolante e que seu emplacamento original era, na verdade, de uma moto fenzer roubada em janeiro. A numeração do chassi estava raspada e a do motor indica que pertence a uma terceira motocicleta que ainda não havia sido emplacada.

Na delegacia, o caso foi registrado como roubo, posse ilegal de arma, alteração de veículo automotor, lesão corporal, localização e apreensão de objeto, receptação e localização de veículo. Foi pedido a conversão da prisão em flagrante para preventiva contra o acusado, que já tinha passagens pela polícia antes da maioridade. O PM que atirou não precisou entregar a arma da corporação porque, de acordo com o entendimento do delegado, ele agiu em legítima defesa.

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