Prejudicados, moradores de Taboão fazem abaixo-assinado pedindo volta da linha 029

Por Gabriela Pereira - Especial para o Jornal na Net | 28/05/2020

Atualização de matéria às 13h00, do dia 29 de maio

Moradores de Taboão da Serra que foram prejudicados com a retirada da linha 029 - que ia do Jardim Monte Alegre, em Taboão da Serra, a Pinheiros, na Capital Paulista -, estão se mobilizando com uma abaixo-assinado online para pedir a volta da circulação dos ônibus que faziam o percurso. A petição foi criada pela munícipe Lizete Marques já tem mais de 800 assinaturas (clique aqui e confira). 

A linha foi extinta pela Empresa Metropolitana de Transporte Urbanos de São Paulo (EMTU-SP) nesta terça-feira, dia 26, por determinação da prefeitura de São Paulo, que publicou a portaria smt.gab n°074/2020. Como alternativa, a empresa sugeriu a linha 068, que teve alteração de itinerário, seguindo “até a Rua João João Pires de Camargo, Tv. Cigarreiras, rua José Antônio Graco e rua dos Canários” na ida e fazendo o caminho inverso na volta, até a Avenida Intercap, onde continua o trajeto normalmente. Na petição, porém, o argumento é que essa linha não atende aos usuários.

“Desde o dia 26/05/2020, meio ao caos causado pela pandemia, tivemos nosso único meio de acesso a São Paulo interrompido, numa atitude abusiva dos responsáveis pelas políticas públicas de transportes, posto que não fomos informados, consultados e muito menos nos foi oferecido uma opção adequada. A linha 068 não nos contempla, está distante, demandando mais gastos, especialmente num momento econômico tão delicado pelo qual atravessamos”, diz o texto.

A linha é antiga e atendia, segundo o abaixo-assassinado, pelo menos 5 bairros na cidade. Há pelo menos 20 anos era operada pela Viação Pirajuçara, que lamentou a decisão tomada pela prefeitura.

A moradora ainda argumenta que “o itinerário passa por locais ermos e íngremes e a sua extinção significa que os usuários, trabalhadores e estudantes, que saem muito cedo e voltam muito tarde para suas casas estarão mais expostos às violências e dificuldades cotidianas”, disse.

A prefeitura de São Paulo foi procurada para comentar o porquê da proibição da circulação da linha na capital e respondeu por meio de nota. Confira abaixo. 

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT), esclarece que as alterações determinadas na Portaria SMT.GAB nº 074/2020 são resultado de análise iniciada em setembro de 2019, quando a SMT criou um grupo de trabalho para elaborar os estudos técnicos e normativos necessários para a revisão das autorizações de itinerários de linhas metropolitanas no município de São Paulo.
 
Esse grupo tem como objetivo reduzir a sobreposição de trajetos entre as linhas municipais e as linhas metropolitanas que ultrapassam os limites da cidade. É importante salientar que a área de Planejamento da EMTU participou de reuniões técnicas antes da conclusão dos estudos.
 
O prazo dado na publicação da Portaria SMT 074/2020, de 3 de março de 2020, era de 60 dias para que fossem realizadas as adequações nos trajetos e dadas as informações necessárias aos usuários.
 
A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes salienta que os passageiros não ficarão desatendidos uma vez que poderão utilizar o transporte público na capital. Isso porque as linhas intermunicipais circulavam pelo mesmo itinerário que as linhas municipais perfazendo desta forma sobreposição de trajetos.
 
Por fim, a SMT esclarece que, de acordo com o Decreto 57.867, de 12 de setembro de 2017, são atribuições desta secretaria estudar, planejar, gerir, integrar, fiscalizar e controlar os transportes individuais e coletivos no município de São Paulo.
 
Somado a isso, mudanças operacionais em linhas de ônibus que fazem parte da rotina da secretaria, que acompanha diariamente a movimentação da demanda de passageiros de transporte público de uma cidade dinâmica como São Paulo, de forma a manter o sistema atualizado e que atenda aos seus usuários.

 

 

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