Geraldo Cruz confirma pré-candidatura a prefeito de Embu das Artes e anuncia saída do PT após 40 anos de filiação

Por Gabriela Pereira - Especial para o Jornal na Net | 21/01/2020

O ex-deputado estadual Geraldo Cruz confirmou oficialmente sua pré-candidatura a prefeito de Embu das Artes na manhã de segunda-feira, dia 20, durante uma coletiva de imprensa em seu escritório político. Geraldo também anunciou a sua saída do PT após 40 anos de militância no partido, mas não confirmou rumores sobre sua ida para o PDT, se limitando a dizer que a sigla é apenas uma dentro das hipóteses que são estudadas.  

O ex-petista, que também já foi prefeito de Embu das Artes durante oito anos, não revelou os possíveis nomes para disputar o cargo de vice na chapa, mas disse que seu aliado tem que “ter uma postura de buscar uma política de maior inclusão social, que traga a melhor educação, a melhor saúde”.

Geraldo explicou que “estava analisando muito se ia voltar a ser candidato ou não” e que a decisão só foi tomada após perceber o retrocesso da cidade nos últimos anos. “Percebendo o que está acontecendo, a destruição dos programas sociais que criamos e que foram importantes para o crescimento da cidade, [...] constatamos um retrocesso na cidade nos últimos anos. Isso me deu uma motivação muito grande para ser novamente candidato”, relatou.

Dando ênfase em um novo recomeço, Geraldo evitou críticas ao PT e falou que sua desfiliação do se deu por divergências que acontecem desde 2013 e têm se acentuado, criando disputas internas “que foram prejudiciais ao partido”. Ele ainda reforçou eu este ano optou por não disputar espaço dentro da sigla, que escolheu a vereadora Rosângela Santos como nome para disputar as eleições municipais.

Geraldo não confirmou a sua ida para o PDT, mas disse que a sigla é sim uma das hipóteses estudadas. “O que eu posso garantir é que estarei na linha dos partidos progressistas, mais à esquerda”, relatou. Reconhecendo que o número de pré-candidatos até agora cogitados pode fortalecer a máquina, Geraldo adiantou que sua campanha vai “trabalhar na tentativa de reunir o maior número de pessoas de oposição, que não concorda com o governo”, o qual ele classificou como um “mar de incompetência”.

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