Em menos de quatro dias, Taboão registra pelo menos dois casos de violência contra mulher

Por Gabriela Pereira - Especial para o Jornal na Net | 16/07/2019

As denúncias de violência contra a mulher têm crescido mais a cada dia e o número tem causado preocupação. Em Taboão da Serra, pelo menos dois casos foram registrados em menos de quatro dias na última semana. Os crimes aconteceram na quinta-feira, dia 11, e no domingo, dia 14, e foram cometidas por companheiros e ex-companheiros das vítimas.

No primeiro caso, uma professora, de 56 anos, foi agredida pelo marido, de 46, mas não ficou machucada. Ela constantemente apanha do homem, com o qual vive a cerca de 10 anos no Parque Albina, e não consegue se separar porque ele se recusa a sair da casa, que é dela.  Ele, segundo alega é alcóolatra e usa cocaína.

Em todos os momentos de agonia em que ela foi agredida, o homem a acusava de traição. A Polícia Militar sempre era acionada, mas essa foi a primeira vez que a vítima teve coragem de registrar um boletim contra o companheiro e pedir medidas protetivas de urgência.

Já a segundo caso aconteceu no Parque Pinheiros. Uma moça, de 23 anos, ficou ferida após o ex-marido lhe dar diversos golpes com um skate. A agressão começou depois que o homem, de 26 anos, encontrou a ex-mulher ao levar o filho do ex-casal para a casa dela.

Populares que passaram pelo local contiveram o homem, que fugiu. A Polícia Militar foi acionada e a mulher teve de ser levada ao Pronto Socorro do Antena devido aos ferimentos. Em ambos os casos, os acusados não foram detidos porque as agressões não foram registradas em flagrante.

Os casos de violência contra a mulher é uma realidade triste no país e muitas vezes resulta na morte da vítima. As denúncias de tentativas de feminicídio cresceram quatro vezes no primeiro semestre. Foram 2.688 relatos esse ano contra 645 do ano passado. Os números de 2019 já superaram o de todo ano de 2018, que registrou 2.211 casos. Em Taboão, apesar dos casos de agressões sofridas por mulheres, nenhum deles resultou em morte nos últimos 12 meses.

A cidade conta com uma ampla rede de apoio às vítimas de violência composta pela Coordenadoria de Defesa dos Direitos da Mulher, que põe em prática diversas políticas públicas de proteção, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), e a Patrulha Guardiã Maria da Penha, responsável por verificar se as medidas protetivas estão sendo cumpridas na cidade e que atendeu somente em um ano de atuação 260 mulheres e prendeu 27 agressores.  

 

 

 

 

 

 

 

 

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