Após polêmicas, prefeitura de Embu entrega material escolar para alunos

Por Gabriela Pereira - Especial para o Jornal na Net | 17/04/2019

A Prefeitura de Embu das Artes iniciou na terça-feira da semana passada, dia 9, a entrega dos materiais escolares aos alunos da rede pública municipal após muitas polêmicas envolvendo o assunto na cidade. Segundo a administração, praticamente todas as escolas já receberam e os os uniformes também já foi entregues em alguns colégios.

“As entregas são feitas em reuniões ampliadas de pais e comunidade e já praticamente encerraram, restando uma escola para entregar”, informou a prefeitura. A instituição que ainda não recebeu é o Centro Educacional para Deficientes Armando Vidigal, previsto para ser entregue ainda nesta quarta-feira, dia 17.

A entrega dos materiais para as crianças foi alvo de discussão na cidade. Pais de alunos reclamaram da demora de quase dois meses no recebimento do kit completo e ainda chegaram a contestar declarações feitas pelo secretário de Educação, Pedro Ângelo, a uma emissora de TV no final de março em que ele alegava já ter entregue kits emergenciais nas escolas para compensar o atraso.

Um grupo de mães que à época entrou em contato com a reportagem contrariou o secretário e disse que os kits de emergência não chegaram a ser entregues para seus filhos. “Ele disse que foi entregue em todas o ‘kit emergencial’, como lápis, borracha, apontador, régua, caderno de desenho, cola e tesoura, mas os alunos não receberam nada”, chegou a alegar uma mãe.

Ângelo justificou o atraso dizendo que “por orientação do tribunal de contas, o modelo de licitação foi alterado, fator que também interfere no tempo de entrega”. “Materiais escolares foram licitados em 8 lotes diferentes e somente após finalizado o processo dos oito é que pudemos assinar contrato e receber os itens referentes aos kits. Procederemos ainda a uma outra licitação, para contratar empresa especializada em montagem e distribuição dos kits.", disse.

Sobre as escolas que ainda não receberam o uniforme, a gestão municipal informou que “o fabricante ainda não finalizou as entregas” e que “contratualmente tem até dia 1 de maio e se passar esse prazo, pode ser penalizado legalmente”.

 

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