Moradores de Itapecerica reclamam de grandes filas para marcar consulta na UBS do Valo Velho

Por Gabriela Pereira - Especial para o Jornal na Net | 28/02/2019

Os moradores do Valo Velho, em Itapecerica da Serra, fizeram duras críticas as filas enfrentadas na UBS do bairro para poder conseguir marcar consultas médicas. A denúncia foi feita na manhã desta quarta-feira, dia 28, ao telejornal Bom Dia SP, da Rede Globo.
 
Segundo afirmam os munícipes, eles têm que chegar de madrugada na porta da unidade se quiserem garantir atendimento. São entregues apenas 100 senhas para clínico geral e 60 para pediatra às quartas-feiras.
 
"Já é a terceira vez que eu tento marcar e nada. Quando dá 07h00 eles encerram as senhas", disse uma mulher que estava na espera. "Eu vim na semana passada também e nada", concluiu.
 
 
No dia em que a reportagem da emissora esteve presente, a primeira mulher da fila tinha chegado às 03h47. "Eu já vim umas três vezes e nunca consegui. Hoje eu cheguei às 03h47 para garantir, né? Para ver se hoje consigo marcar".
 
 
Um outro problema relatado é a falta de profissionais da saúde. Os moradores alegam que diversas vezes não havia médico para atender o paciente no data marcada. "A gente vinha aqui não tinha médico. A gente chegava aqui e esperava eles virem e a gente voltava para casa sem resposta nenhuma", disse ainda uma das moradores na fila.
 
"Eu estou aqui com o resultado de um exame que fiz. Era para ter voltado seis dias depois, mas cheguei aqui a médica não estava. Elas não quiserem não olhar na minha cara. Eles não atendem a gente, simplesmente viram as costas", disse revoltada outra munícipe.
 
Em nota, a prefeitura de Itapecerica informou "que o agendamento de consultas médicas na Rede Municipal, realizado pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades Saúde da Família (USFs), segue uma agenda com atualização semanal, de acordo com a disponibilidade de cada Unidade".
 
 
A gestão também informou "que os postos, principalmente os localizados próximos às divisas, são muito procurados também por moradores de cidades vizinhas" e que "alto índice de absenteísmo (pacientes que faltam às consultas marcadas), atualmente na ordem de 30%, tem dificultado a ampliação do número de vagas para atendimentos".

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