Indignados, moradores de Taboão relatam série de crimes que vem acontecendo na cidade

Por Gabriela Pereira - Especial para o Jornal na Net | 16/09/2018

Moradores de Taboão da Serra estão indignados com a série de arrastões que vem acontecendo na cidade e gerando medo entre a população. Uma leitora do Jornal Na Ne entrou em contato com a reportagem informando a série de furtos e assaltos em que ela e a família foram vítimas ou presenciaram no último mês. Todos reclamam que a PM está deixando a desejar na cidade.

O primeiro deles aconteceu no dia 19 de agosto enquanto ela, o namorado e o amigo saiam de um estabelecimento e, dez segundos depois, foram abordados por dois caras em uma motocicleta, estando um deles armado, na Avenida Tenente José da Cunha, conhecida como “murão do Heitor”. As vítimas acreditam que já estavam sendo observados pelos assaltantes.

Já no dia 2 de dezembro, um gol branco, ano 92, que pertencia ao cunhado da moradora que entrou em contato com o jornal foi furtado. No dia do crime, que aconteceu na Avenida Maria Rosa, a vítima e um amigo ainda relataram que foram seguidos por suspeitos em duas motocicletas quando saíram para tentar encontrar o carro pelas redondezas.  

 

Na Avenida José Paris foram dois assaltos em menos de três dias. O primeiro   deles aconteceu na última quinta-feira, dia 13, quando o namorado saiu da casa   da companheira por volta de 23h e presenciou uma mulher sendo roubada  também por dois homens e uma motocicleta. Para não ser assaltado mais uma   vez, o rapaz acabou se escondendo. O outro aconteceu no sábado, dia 15, e a   vítima também foi uma mulher.

Os locais em que aconteceram os roubos são próximos. A distância da Avenida   Tenente José da Cunha, no Jardim Record, para a Avenida José Paris, no Jardim   Freitas Júnior, é de menos de 1km. Já a distância entre os dois bairros para onde   o furto de carro aconteceu é de pouco mais que 5km.

“Temos que contar com a sorte, porque é difícil você morar e viver em um lugar   onde vem acontecendo tanta coisa assim. Cada dia estamos nos privando de   fazer algo, como por exemplo, não sair ou, quando sair, não levar o celular,  chegar cedo em casa”, afirma a munícipe indignada.  Ela ainda cobra por   policiamento nas ruas e, ainda, por justiça. “Não vejo policiamento nas ruas!   Estamos ‘presos’ por uma justiça que não faz ‘justiça”, completou.

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