Tapetes de Corpus Christi encantam fiéis nas ruas de Itapecerica, Taboão e Embu

Por Sandra Pereira | 18/06/2017

Emoção, fé e muito trabalho marcaram o feriado de Corpus Christi nos municípios de Taboão da Serra, Embu das Artes e Itapecerica. As três cidades receberam milhares de pessoas que participaram da tradicional visita aos tapetes de Corpus Christi.

Itapecerica da Serra é a cidade com maior tradição na confecção de tapetes. Na cidade mãe a celebração de Corpus Christi passa de 50 anos. O Santuário Nossa Senhora dos Prazeres e Divina Misericórdia, no centro, recebe todo ano milhares de turistas e fieis católicos de toda a região.

Os tapetes de Itapecerica são um espetáculo que reúnem tradição, fé e beleza. Eles literalmente encantam o público com seu colorido marcante e detalhes que impressionam.

Em Taboão da Serra os tapetes foram montados nas ruas do Tesouro, Ernesto Capelari, Senador Felinto Muller, Armando Andrade, do Carmo e Maria Tereza Luizetto. Também teve tapetes na região do Pirajuçara.

Em Embu das Artes os turistas lotaram o centro cidade para visitar os tapetes. A Paróquia Nossa Senhora do Rosário, no centro histórico, celebrou missa e fez procissão no centro. Também teve tapetes no Santa Emília, Parque Pirajuçara e Vazame.


História

 


A celebração Corpus Christi teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.

A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.

A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

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