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Família não foi indenizada por morte no Saporito

Por | 17/06/2012

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Karen SantiagoMorte aconteceu nesse trecho, muro já foi feito, mas no dia, estava como permanece o outro lado da via, sem faixa e muro

O sentimento de saudade e a dor da perda marcam cada dia mais, a vida da senhora Idália Nunes dos Santos, de 73 anos. Ela convive com esses sentimentos há um pouco mais de um mês, quando, em pleno dia das mães, 13 de maio, presenciou a morte do filho caçula, Elias, que caiu no córrego do bairro Jardim Saporito e bateu a cabeça em uma pedra, após uma luta corporal com um criminoso, assim que percebeu que o som do seu veículo estava sendo furtado. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu minutos depois de dar entrada ao Hospital Geral do Pirajuçara – relembre mais aqui.

Além do sofrimento e da saudade do filho, Dona Idália, ainda enfrenta o esquecimento da prefeitura municipal, que até o momento, não indenizou a família, pela morte de Elias, uma vez, que o local, onde ele morreu, está em obras há mais de dois anos e não conta com grade de proteção. As obras para a colocação do gradil, começaram dias após a morte dele, veja mais aqui.

“Tinha bastante mato e os pedregulhos da rua estavam despencando, por causa dos caminhões que passam aqui. Se tivesse grade de proteção, ou ao menos redes como tem agora, meu filho não teria caído no córrego”, observou Dona Idália.

Segundo ela, o que também causou a morte do filho, foi à dificuldade para o Samu chegar ao local, uma demora aproximada de 40 minutos, devido às obras, e a falta de médicos e leitos no Hospital Geral do Pirajuçara. “Chegamos com ele no hospital e ficamos aguardando para o atendimento, atrás de uma porta, em uma maca e nenhum médico para examiná-lo”, denunciou.

Apesar do direito que tem a indenização, garantido por lei, segundo apurou a reportagem do Jornal na Net, Dona Idália, observa que não quer nada da prefeitura, mas vai fazer isso pela morte do filho. “Vou tentar um advogado e buscar os direitos do meu filho, apesar de saber que nada o trará de volta”, disse com lágrimas nos olhos.

E, completou “a morte do meu filho, não é a primeira no córrego. Três pessoas já foram vítimas das obras mal acabadas e do descaso do poder público, que começa, mas não se preocupa em termina a obra e muito menos, se preocupa com os moradores e pessoas que passam pelo local”, frisou.

A Prefeitura Municipal, por meio de nota oficial, lamentou o ocorrido no domingo, dia 13. "Por determinação do Prefeito Evilásio Farias, a Prefeitura está dando apoio à família através da Secretaria de Assistência Social (CRAS Saporito)", detalha a nota.

O secretário de Obras da Prefeitura realizou no dia 17, uma vistoria nas obras da canalização do córrego e determinou à empreiteira Etama maior rapidez na colocação das defesas e gradis em toda a extensão da rua Arlindo Genário de Freitas.

As calçadas estão sendo alargadas e a rua, depois de asfaltada, deverá ter mão única de direção. Posteriormente a região receberá tratamento paisagístico com o plantio de árvores. “O final das obras no local está previsto para 60 dias”, finalizou a nota.

O Jornal na Net procurou diversos advogados, e todos eles, informaram que é direito da mãe de Elias, pedir a indenização. “Primeiro ela precisa contratar um advogado, ou tentar um do Estado e ele entrará com uma ação contra a prefeitura e a empresa responsável pela obra, para que o valor da indenização e o prazo para que ela seja feita, sejam determinados e cumpridos”, explicou a Advogada da 2ª vara da família, Juliana Santos.

Filho bom e trabalhador

As lembranças de Elias, como filho bom e trabalhador, sempre estarão presentes na vida e no coração da mãe dele, Dona Idália. É com muito amor, que ela detalha como era o filho.

“Um menino bom, trabalhador, que cuidava de mim, me levava ao médico, comprava meus remédios, comida, era meu companheiro. Ele não era casado, por isso morava comigo”, contou.

Elias era borracheiro e tinha 30 anos. Forte e cheio de saúde, ele era querido por todos no bairro. Os equipamentos de trabalho dele, que era exercido em um local alugado, estão na casa de Dona Idália. E as fotos dele servem de lembrança para a família e amigos.

“É muito triste, ver as coisas dele assim, encima desse carro. Machuca demais, conviver com o sofrimento e com a saudade. Só queria ter meu filho aqui comigo”, finalizou.

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Mãe de Elias conta sofrimento vivido após a morte do filho



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