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4 meses após tragédia no Salete danos causados por carreta não foram reparados

Por Sandra Pereira | 21/05/2013

acidente

Sandra PereiraOs moradores reclamam da demora para consertar a grade de proteção do córrego e e da calçada destruída pela carreta. Ninguém sabe de quem é a responsabilidade pelos reparos

Já faz quatro meses que uma carreta desgovernada matou uma senhora e seu neto de apenas 3 anos de idade quando eles andavam na calçada da rua Alberto José, no Jardim Salete, mas as marcas da tragédia ainda são visíveis no local.  A carreta carregada de açúcar atropelou os dois, destruiu parte da proteção do córrego e da calçada de pedestre da margem. Também derrubou parte do muro de uma residência e só parou após cair no córrego que corta a avenida Cid Nelson Jordano. Relembre a tragédia aqui.


Quatro meses depois o muro da residência não foi refeito, a parte da grade de proteção do córrego arrancada pelo caminhão não foi reposta,  assim como a calçada da margem não recebeu os reparos necessários. A placa de identificação da rua também não foi resposta. A carreta de 26 pneus estava carregada com 40 toneladas de açúcar. O motorista conseguiu pular do caminhão em movimento, assim que atropelou as vítimas. Ele chegou a ser ameaçado de linchamento por populares.

Os vizinhos das vítimas ainda sentem dificuldade de falar sobre a tragédia. Eles dizem que vão demorar a esquecer o final da tarde da quinta-feira quando a carreta atropelou e matou avó e neto. Todos ainda lembram o sofrimento da família deles ao saber de suas mortes. Na vizinha ninguém soube informar se a família recebeu indenização.

Os moradores das imediações reclamam da demora para consertar a grade de proteção do córrego e a parte da calçada destruída pela carreta. Eles alegam que ambos trazem riscos de acidentes aos pedestres e só servem para relembrar a tragédia ocorrida em 24 de janeiro.

Ninguém sabe ao certo a razão da demora para arrumar a grade de proteção e calçada e nem mesmo de quem é a responsabilidade para realizar os reparos, da empresa proprietária do caminhão, do motorista que foi preso em flagrante por estar vendendo a carga para um pequeno comércio da região, ou da prefeitura municipal.

Na residência onde o muro foi derrubado quando a carreta descia desgovernada tapumes de madeira ainda ocupam o lugar do antigo muro. Os proprietários se recusaram a comentar o assunto, mas deram a entender que cobram na Justiça os reparos só não dá saber se a cobrança é feita à empresa ou ao motorista. 

Veja mais fotos do local após a tragédia:

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