Blog do Lagrotta

Luiz Carlos Nacif Lagrotta, Procurador do Município de Taboão da Serra e professor de Pós Graduação

Informação Jurídica

Há algumas expressões que utilizamos no nosso dia-a-dia que não sabemos de onde veem e porque servem para retratar determinadas situações específicas.

São expressões antigas que surgiram de fatos históricos, muitas vezes desconhecidos do público em geral.

Procuraremos no nosso blog colocar a origem dessas expressões, que é sempre muito interessante e remontam a um passado distante, que vale a pena rememorar e curtir.

Em nossas próximas publicações traremos novas expressões e significados.

Por exemplo:

PRESENTE DE GREGO

A expressão, que significa dádiva ou oferta que traz prejuízo ou aborrecimento a quem a recebe, surgiu em decorrência da Guerra de Tróia. A lendária história é narrada no livro Ilíada, do poeta Homero, que cobre o final de uma disputa de 10 anos (1250 a.C.  1240 a.C.) entre a Grécia e Tróia cujo principal estopim foi o rapto de Helena, mulher do rei de Esparta Menelau, por Páris, filho do rei troiano Príamo. Para resgatar sua esposa, o monarca pede ajuda a seu irmão Agamenon, rei de Micenas. Ele envia um enorme exército à Ásia Menor, onde montam um cerco ao redor das muralhas da cidade inimiga. O conflito só termina graças a um plano de Ulisses, rei da ilha de Ítaca. Ele ordena que as tropas finjam deixar o local da batalha e deixem à porta dos muros fortificados um imenso cavalo de madeira. Os troianos acreditam se tratar de um presente e, felizes, o colocam para dentro. À noite, os soldados gregos que estavam escondidos no cavalo saem e abrem as portas da fortaleza para a invasão. Tróia é arrasada; seus líderes, mortos; e Helena, levada de volta a seu país.

O TEAR DE PENÉLOPE

O “tear de Penélope” é o trabalho que precisamos recomeçar sempre, e que nunca acaba. A origem do “tear de Penélope” está na Odisseia, umas das famosas obras épicas de Homero, escritor grego. Penélope era a linda e fiel esposa do valente Ulisses. Após anos de ausência, muitos supunham que o herói estivesse morto. Em razão disso, os jovens príncipes de Ítaca acharam-se no direito de desejar a mão da bela Penélope. A sempre fiel esposa prometeu casar-se tão logo terminasse de tecer a mortalha do seu velho sogro Laertes. O problema é que Penélope tecia durante o dia e desfazia o trabalho à noite. Dessa forma o tempo passou sem que a obra chegasse ao fim. Assim fez Penélope até a volta de Ulisses

PARA AS CALENDAS GREGAS

“Deixar para as calendas gregas” significa “deixar para uma data muito distante, é adiar a solução de alguma coisa para um tempo que nunca há de vir”. Calendas (daí o calendário) era o primeiro dia de cada mês no calendário romano. Não havia o termo calendas no calendário grego. Quando os romanos ironicamente falavam das “calendas gregas”, queriam referir-se a uma data que não existia. Adiar a solução de um problema para as calendas gregas é, portanto, deixar para o dia de “São Nunca”.

PAGAR O PATO

Num conto do italiano Giovanni Bracciolini (1380-1459), um camponês vende um pato a uma mulher em troca de sexo. O rapaz, insaciável, quer mais, mas ela se nega. Aí chega seu marido, perguntando qual o motivo da discussão. Para escapar, o camponês diz que faltam 2 vinténs para completar o pagamento. Preocupado com o jantar, o corno literalmente paga o pato.

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