Mulher acusada de matar o pai carbonizado em Embu-Guaçu é presa no Espírito Santo

Por Natália Bassi | 8/09/2021

Uma mulher de 41 anos, acusada de matar o próprio pai carbonizado em uma casa de repouso em Embu Guaçu, foi presa no sábado (04) no Espírito Santo. A acusada estava foragida desde o dia 09 de julho, quando o crime aconteceu.

Os seus passos já vinham sendo monitorados pelo 5º Batalhão da Polícia Militar (PM) há alguns dias. A grande dificuldade de efetuar a prisão foi pelo fato da acusada mudar de endereço com frequência para não ser localizada.

A suspeita foi detida e encaminhada à Delegacia Regional de Araracruz e, após os procedimentos, encaminhada para o Centro Prisional Feminino de Colatina.

Relembre o caso

O corpo de um homem, identificado como Aparecido, foi encontrado carbonizado em um sítio no bairro de Xororó em Embu Guaçu no dia 09 de julho. Segundo a polícia, a sua filha, que ficou foragida, é a principal suspeita do crime.

O senhor de 65 anos, que sofria com alcoolismo, estava na Casa de Acolhimento Peniel Adonai há alguns anos. Ele costumava receber visitas de alguns dos seus familiares. Dessa vez, uma de suas filhas, a mais velha delas, foi até o local com essa prerrogativa, dizendo sentir saudade do pai.

A mulher, que já morava em Manaus há dois anos, chegou a ficar internada por alguns meses em uma clínica após ser diagnosticada com transtornos mentais. Na época, segundo um familiar próximo, ela recebeu alta pelo médico responsável. Outro fato revelado pelo parente é que a mulher, depois de mais velha, afirmou às pessoas muito próximas que o pai teria abusado sexualmente dela na adolescência.

No caminho para ver o seu pai, a acusada já orquestrava o assassinato de Aparecido. Além de carregar uma mochila com a gasolina que utilizou para botar fogo no corpo, a mesma teria ligado ao mesmo familiar que a internou questionando se ele já tinha assistido o filme Doce Vingança. Apesar da pergunta estranha, ninguém suspeitou de nada.

Após chegar de viagem, ela foi direto à clínica encontrar o seu pai. No local, o abraçou e disse que sentia sua falta. Pediu para dar uma volta com ele no sítio onde a casa de repouso fica localizada e não voltou mais.

Horas depois, com a demora do retorno do homem e também da sua filha, algumas pessoas que estavam no local saíram para encontrá-los. Após algum tempo de caminhada, acharam o homem já morto com o corpo todo em chamas. Já a filha, que tinha saído com o pai,não foi localizada.

Após a polícia chegar ao local para realizar perícia e interrogar os presentes, chegaram à conclusão que a acusada empreendeu fuga pela mata. Durante inspeção, encontraram um homem, dono de uma chácara, que confirmou que uma mulher com as mesmas características apresentadas pela polícia tinha passado pela sua residência pedindo para que ele abrisse o portão e para que ela pudesse ter acesso a rua. Sem saber do crime, o homem acabou liberando a sua passagem.

A prisão temporária da filha de Aparecido foi expedida após diversos depoimentos. No entanto, a mesma permaneceu foragida por cerca de dois meses.

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