Taboão, Embu, Juquitiba estão entre as cidade com alta na média móvel de novos casos de Covid-19

Por Mariana Lemos | 17/07/2020

Taboão da Serra, Embu das Artes e Juquitiba estão entre as 6 cidades da Grande São Paulo estão com tendência de alta na média móvel de novos casos de Covid-19 por dia. A cidades de Osasco, Mairiporã e Pirapora do Bom Jesus também registram tendência de alta, segundo os dados divulgados pela rede Globo. Osasco tem o 6º maior crescimento entre as cidades com viés de alta na lista.

Segundo a reportagem exibida na noite desta quinta-feira, 16, em números absolutos, Osasco lidera o grupo, com uma média diária de 149 casos novos. A cidade também tem o 2º maior índice de mortos por 100 mil habitantes, só atrás da vizinha Barueri.

A tendência de alta para novos casos de Covid-19 obriga a população dessas cidades a manter o alerta contra o doença, evitando aglomerações, mantendo o reforço de higienização de mãos, uso de máscaras e higienização dos produtos após ida ao mercado.

A reportagem lembrou que na semana passada, a região metropolitana apresentava tendência de queda na média diária de novos casos, que leva em consideração os dados de 7 dias para traçar uma tendência mais confiável. No entanto, dados desta semana mostram que houve uma desaceleração nessa redução e os números agora estão estáveis.

Dos 39 municípios da Grande São Paulo, a capital e outras 11 cidades estão com tendência estável e 21 estão com tendência de queda.

Desde a segunda-feira (13) todos os municípios da Grande São Paulo estão na Fase Amarela do Plano São Paulo, que determina as restrições da quarentena para cada sub-região do estado.

Para a implementação do plano, a Grande São Paulo foi dividida em cinco sub-regiões, além da região da capital. Quando anunciou o plano, o governo estadual estabeleceu que toda a região metropolitana deveria pertencer à mesma sub-região, já que as divisões foram feitas com base nas divisões regionais de saúde (DRSs) já adotadas pela Secretaria Estadual da Saúde. Mas, a pedido de prefeitos, a divisão mudou e passou a considerar as cidades separadamente.


O epidemiologista Gonzalo Vecina questiona a subdivisão feita pelo governo. Ele afirma que o vírus não conhece fronteiras e que é preciso buscar um controle mais homogêneo da doença em toda a região metropolitana.

“Quem respeita as fronteiras jurídicas da cidade é só a autoridade. Porque na verdade a cidade não é a cidade, é uma conturbação de 39 cidades onde moram 18 milhões de habitantes. Em outros municípios os indicadores estão estabilizados, mas na região oeste [da Grande SP], nós estamos tendo um crescimento, e isso é só um sinal do que pode acontecer de novo em toda a Grande São Paulo”, avalia Vecina.

A secretaria estadual da Saúde afirma que a divisão da região metropolitana em cinco sub-regiões foi respaldada em critérios técnicos, contribuindo para um mapeamento mais localizado da epidemia.

 

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