Corpo de Murilo, morador de Embu que foi sequestrado após acusação de estupro, é encontrado na represa Guarapiranga

Por Redação | 13/01/2020

O corpo do instrutor de auto-escola Murilo Aparecido Belo, de 31 anos, foi encontrado na noite de domingo, dia 12, sem vida na represa Guarapiranga. O morador do Pq. Pirajussara, em Embu, foi sequestrado por criminosos na última terça-feira, dia 7, acusado de ter estuprado o próprio filho de 4 anos. A família e amigos, porém, questionam a acusação e acreditam que o rapaz tenha sido vítima de uma armadilha.
 
Murilo saiu de casa em direção ao Jardim Rosana, em São Paulo, para levar o filho ao médico após receber uma ligação da mãe do menino avisando que ele estava doente. No entanto, o rapaz não chegou ao destino final. O carro em que ele estava, um celta preto de propriedade do tio, foi encontrado na quarta-feira, dia 8, mas Murilo continuou desaparecido.
 
Já na sexta-feira, dia 10, um vídeo começou a circular nas redes sociais mostrando Murilo rodeado por diversos homens. Nas imagens, ele confessava ter estuprado o próprio filho de 4 anos. "Eu abusei do meu filho", disse. Em outro vídeo, ele fala dos detalhes e diz que o crime aconteceu no domingo quando foi pegar o menino. Um dos sequestradores perguntou, ainda, se ele usava droga, se estava bêbado ou sob efeito de alguma outra coisa, ao que ele responde que não.
 
Após terem conhecimento do vídeo, a família e os amigos de Murilo saíram em sua defesa, dizendo acreditar que ele tinha sido vítima de uma armação e de ter sido forçado a falar que cometeu o estupro. Em um áudio que circulava em grupos de whastapp, um rapaz chegou a atribuir à mãe da criança a responsabilidade pelo que consideram uma armadilha.
 
“Acho que ela andou ameaçando o cara no final do ano referente à dinheiro que ela queria e ele falou que não tinha como dar. Parece que no telefone desse cara, que os caras não achou [sic] no dia que sequestraram ele, tem umas ideias da mina falando que ela ia dar um jeito de arrastar ele [...] e ia fazer ele morrer", disse.
 
A reportagem tentou achar meios de falar com a mãe da criança, mas não conseguiu contatá-la. O espaço continua aberto caso ela queira se manifestar.
 
"Se a última vez em que meu irmão viu o Raphael, meu sobrinho, foi em novembro, porque só agora em JANEIRO depois dela (mãe Ísis) ter viajar [sic] 20 dias para as festas de final de ano, ela vem o acusar?!", afirmou a irmã de Murilo nas redes sociais, questionando a acusação de estupro.
 
A Polícia Civil continua a investigação do caso por meio do Departamente de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Comentários