Vídeo mostra morador de Embu desaparecido confessando estupro de filho enquanto é mantido refém; família contesta versão

Por Redação | 10/01/2020

Um vídeo que circula nas rede sociais nesta sexta-feira, dia 10, mostra Murilo Aparecido Belo, de 31 anos, morador de Embu das Artes que desapareceu na terça-feira, dia 7, confessando que estuprou o próprio filho de quatro anos enquanto é mantido refém. A família do rapaz, porém, contesta a versão e em um áudio que também circula na internet um rapaz diz que ele pode ter sido vítima de uma emboscada da mãe da criança.

Murilo sumiu após sair de casa, no Parque Pirajussara, em direção ao Jardim Rosana, em São Paulo, para levar o filho ao hospital. No entanto, ele não chegou ao destino. O celta preto em que estava, que pertencia ao tio, foi encontrado na quarta-feira, dia 8, no Jardim Macedônia sem o som. Murilo ainda continua desaparecido.

Nas imagens, não é possível ver quantos homens estão ao redor de Murilo, mas um deles pergunta o que ele fez e ele responde "eu abusei do meu filho". Em outro vídeo, ele conta detalhes e diz que o crime aconteceu no domingo quando foi pegar o menino. Um dos sequestradores perguntou, ainda, se ele usava droga, se estava bêbado ou sob efeito de alguma outra coisa, ao que ele responde que não.

No entanto, em áudio, um rapaz diz que Murilo pode ter sido vítima de uma armação da mãe da criança. "Acho que ela andou ameaçando o cara no final do ano referente à dinheiro que ela queria e ele falou que não tinha como dar. Parece que no telefone desse cara, que os caras não achou [sic] no dia que sequestraram ele, tem umas ideias da mina falando que ela ia dar um jeito de arrastar ele [...] e ia fazer ele morrer", disse.

A irmã de Murilo também se pronunciou nas redes sociais. "Se a última vez em que meu irmão viu o Raphael, meu sobrinho, foi em novembro, porque só agora em JANEIRO depois dela (mãe Ísis) ter viajar [sic] 20 dias para as festas de final de ano, ela vem o acusar?!", afirmou ela questionando a acusação de estupro.

A reportagem tentou achar meios de falar com a mãe da criança, mas não conseguiu meios para contatá-la. O espaço continua aberto caso ela queira se manifestar. 

A Polícia Civil já está ciente do vídeo e informou que investiga o caso. "O DHPP tomou conhecimento do vídeo e também instaurou inquérito policia. As testemunhas são ouvidas e diligências estão em andamento para esclarecer os fatos".

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