Falso policial civil preso em Embu trabalhou durante um ano em delegacia de SP

Por Redação | 13/11/2019

Com informações da Ponte Jornalismo

O falso policial civil que foi preso na manhã de segunda-feira, 11, no Jardim Santo Eduardo, em Embu das Artes, trabalhou durante um ano no 90º DP, no Parque Novo Mundo, na zona norte da cidade de São Paulo, segundo aponta a reportagem da Ponte Jornalismo nesta terça-feira, 12.

O homem, de 42 anos, apesar de ter trabalhado na delegacia, onde tinha até mesmo uma mesa no 1º anadar, nunca integrou os quadros da Polícia Civil e era apenas um ganso, uma espécie de informante dos investigadores e delegados. Ele saiu do DP recentemente após a mudança do delegado titular .

À reportagem da Ponte, a Secretaria da Segurança Pública informou que a Polícia Civil não tinha conhecimento da atuação do homem na delegacia. Já o advogado do acusado disse que não iria se pronunciar sobre o caso para não atrapalhar a defesa de seu cliente.

Conforme noticiou a reportagem do Jornal Na Net, a prisão do falso policial aconteceu após uma abordagem realizada por policiais miliares na rua Itambé. O homem se identificou como policial civil e apresentou uma carteira funcional, mas os PMs desconfiaram e constataram em consulta realizada no Centro de Operações da Polícia Militar que o documento era falso .

Ele estava em um Hyundai IX 35 e, em revista no veículo, foi encontrado um revólver .40. com a numeração raspada e 11 cartuchos íntegros. No porta malas estava um colete a prova de balas com o símbolo da Polícia Civil e um rádio transmissor e no porta luvas um distintivo.

As placas do carro tinham sido adulteradas e por elas nada de ilícito constava em relação ao veículo. No entanto, ao pesquisarem pelo número do chassi os PMs verificaram que o carro havia sido roubado em março de 2017 na área do 49º Distrito Policial, na região de São Mateus, zona leste da capital. Dois Certificados de Licenciamento de Veículo também foram apreendidos.

O homem foi conduzido ao 1º Distrito Policial de Embu das Artes, onde mais uma vez foi verificado que ele não era policial. O delegado que registrou o caso pediu a prisão da sua prisão em flagrante para preventiva.

O dono do carro roubado foi procurado pela polícia, mas afirmou que já foi restituído pelo seguro. O veículo foi recolhido ao pátio. A arma, a carteiria de identificação falsa, o colete, o rádio, o distintivo e os CRLVs foram apreendidos. O caso foi registrado como receptação, porte ilegald e arma, usurpação de cargo público e uso de documento falso.

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