Reboco do teto de sala de aula desaba e preocupa pais em Itapecerica da Serra

Por Gabriela Pereira - Especial para o Jornal na Net | 3/09/2019

Parte do reboco do teto de uma sala de aula da Escola Municipal Anice Chaddad de Moraes, no Jardim Jacira, em Itapecerica da Serra, veio abaixo na segunda-feira, dia 26 de agosto, e causou preocupação entre os pais dos alunos. Alguns deles dizem estar com medo de deixar as crianças irem para a aula.

“Minha sobrinha ficou uma semana sem ir porque fiamos com medo de levar para a escola”, conta a tia de uma das estudantes que prefeiup não ser identificada. “Por causa desse problema, alguns pais não estão mandando os filhos para a escola”, disse outro pai que também quis ficar em anonimato.

No momento do incidente, segundo alegaram, as crianças já estavam entrando na escola. “Caiu às 07h02 e as crianças sobem às 07h10”. A sala onde o reboco despencou está no piso intermediário, entre o térreo e o terceiro andar, e recebe crianças da xx série, que tem em torno de xx anos.

Depois do problema, quatro salas do mesmo andar em que o incidente aconteceu foram interditadas para obras de manutenção. No entanto, os responsáveis pelas crianças não estão tranquilos já que imagens gravadas de dentro da instituição mostram trincos no chão de uma sala e em parte do pátio.

“A sala está toda trincada. Isso aqui é coisa séria [...], isso aqui é um absurdo, eu acredito que meu filho não venha nem mais para a escola”, disse o responsável durante o responsável pela gravação, que posteriormente foi procurado pelo diretor da instituição para esclarecimentos.

“Ele estava me mostrando o que está sendo feito. Realmente está sendo derrubado o reboco que caiu, a parte que está oca eles estão tirando. Eles vão fazer um forro de gesso, realmente estão em obras, mas o que não sai da minha cabeça é o trinco, é a rachadura por toda a escola”, disse.

Um outra ponto levantado foi o descaso em relação à comunicação da escola, que, segundo alegaram, nem sequer fez uma reunião com os pais para dar explicações. “Com todo esse acidente, não fizeram uma reunião para explicar aos pais o que está acontecendo, o que está sendo feito”, disse o pai.

“O que a gente ficou com muita dúvida é que falaram que tinha sido vistoriado, mas ninguém via a pessoa que vistoriou e nenhum documento. Eles teriam que ter reunido os pais [...].  Ninguém viu nada, só foi de boca”, relatou também a tia.

A reportagem procurou a prefeitura, que informou por meio de nota que “o local passou por análise da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos” e destacou que, segundo a análise do secretário Carlos Hueb, “o local não apresenta perigo para alunos e funcionários”.

“Como medida de prevenção, a reforma irá contemplar todas as salas da instituição. A título de informação, o piso de granilite com rachaduras, mesmo que superficiais, serão refeitos. Prazo de obras de aproximadamente 60 dias”, disse ainda a administração municipal.

Também foi o questionado se houve uma reunião ou não com os pais para falar sobre o problema e a gestão municipal respondeu que "aguarda relatório do secretário de obras; previsão de entrega para esta semana. Após receber o documento, a secretária Soraia Ribeiro vai direcionar ao diretor. Com o laudo em mãos, o diretor vai agendar uma reunião com os pais e assim passar os esclarecimentos". 

 

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