PF realiza operação em Embu e outras cidades do país para prender integrantes de facção criminosa

Por Redação | 9/08/2019

Uma força-tarefa coordenada pela Polícia Federal com a ajuda de policiais civis de Minas Gerais deflagrou na manhã desta sexta-feira, dia 09, em Embu das Artes e outras cidades do país a Operação Caixa-Forte para prender integrantes de uma facção criminosos.

Ao todo, mais de 250 agentes trabalham para cumprir 52 mandados de prisão preventiva, 48 de busca e apreensão e 45 de sequestro e valores/bloquei de contas bancárias. Até o momento, seis pessoas foram presas.

Além de Embu, os policiais também atuam em Uberaba e Conceição de Alagoas, Minas Gerais, em Corumbá e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, nos municípios Ribeirão Preto e Itaquaquecetuba, no interior paulista, e nas cidades de Curitiba, Londrina, São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré, Colombo, Fazenda Rio Grande, Goioerê, Mandirituba, Matinhos, Paranaguá, Pinhais e Piraquara.

Os presos são investigados por tráfico de drogas e participação em uma organização de lavagem de dinheiro chamada Geral do Progresso, que atuava, segundo a PF, “distribuindo os entorpecentes que garantem o sustento da organização criminosa, bem como por orquestrar a lavagem de dinheiro dos valores oriundos dos crimes praticados”.

Contas bancárias de pessoas aparentemente estranhas ao grupo criminoso eram cooptadas para ocultar e dissimular a natureza ilícita do montante movimentado.

Os criminosos realizavam depósitos bancários de pequenas quantias em diversas contas para lavar o dinheiro, de forma a não se identificar o depositante e não ativar os gatilhos de comunicação de atividade suspeita às autoridades de controle de atividades financeiras (COAF)

Depois, o dinheiro era transferido a outras contas ou mesmo sacado em terminais eletrônicos. Foram identificadas 45 contas bancárias, todas bloqueadas e com os valores sequestrados judicialmente. A movimentação financeira ultrapassou sete milhões de reais durante o período das investigações.

Os números das contas eram enviados por integrantes de outro setor da facção, denominado "Resumo Integrado do Progresso dos Estados e Países", responsável também pelo recebimento dos comprovantes para a realização da contabilidade geral dos valores movimentados.

 Com informações da EBC e da Polícia Federal

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