Protesto contra Taxa do Lixo lotou Câmara de Embu e sessão foi suspensa por alegação de tumulto

Por Sandra Pereira | 3/08/2017

A habitual calmaria que predomina nas sessões da Câmara de Embu das Artes cedeu espaço a uma multidão de moradores insatisfeitos com a implantação da Taxa do Lixo de R$ 174, em 2017 e pouco mais de R$ 400, em 2018. Os moradores que foram a Câmara literalmente fizeram muito barulho em protesto contra a Taxa do Lixo. Com a Casa cheia e sem conseguir conter os ânimos dos presentes o presidente Hugo Prado suspendeu a sessão, entornando de vez o caldeirão de críticas contra a falta de ação do Legislativo diante da taxa.

Apesar da manifestação ter sido pacífica, e, não haver nenhum relato de violência, o clima entre os participantes era intenso. As lideranças do ato apregoavam a todo instante que os moradores exigem a revogação da Taxa do Lixo. Sem conseguir conter os ânimos eles gritavam e repetiam palavras de ordem. Desacostumados a essa prática os vereadores recuaram e suspenderam a sessão. Todos acreditavam que os trabalhos seriam retomados, mas o presidente logo anunciou o “encerramento da sessão por falta de condição de trabalho”, disse.

Após o encerramento precoce da sessão os moradores tomaram a rua da Câmara fechando o trânsito para o tráfego de veículos. Com a rua tomada, ao microfone, eles bradavam críticas aos vereadores acusando-os de ter abandonado à população. Com discursos contundentes eles prometeram não parar a mobilização pela revogação da taxa do lixo. Além disso, os manifestantes foram orientados a não pagar a cobrança.

O presidente da Câmara de Embu, Hugo Prado, argumenta que encerrou a sessão por que os manifestantes não estavam dispostos a ouvir os vereadores.

“Uma coisa é um protesto, outra e impedir o vereador de se manifestar. Sempre deixei claro a minha posição de respeito aos manifestantes. Existiam lá pessoas que gostariam de saber o nosso posicionamento e infelizmente outras que apenas queriam fazer tumulto. Nesse momento delicado é ruim a exaltação. [Infelizmente ninguém é a favor de taxa ou tributo. Essa é minha posição pessoal. Agora do ponto de vista da cidade ou temos a taxa agora ou não teremos a coleta e comprometemos os demais serviços”, frisou o presidente da Câmara.

Os manifestantes repetiam a todo instante que a manifestação não era política. Também prometiam aumentar a mobilização pra que na próxima quarta-feira mais pessoas participem do protesto marcado para acontecer na Câmara.

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