Desvio de dinheiro da Câmara de Itapecerica volta a ser discutido na sessão

Por Direto da Redação do Jornal na Net | 22/09/2015

O desvio de R$ 2,4 milhões na Câmara Municipal no ano de 2013 foi descoberto no final de 2014, pelo Tribunal de Contas, no qual funcionários da Casa de Leis seriam os autores do crime e por consequência exonerados dos seus respectivos cargos. Desde então, o caso segue em investigação na Delegacia de Itapecerica da Serra. É recorrente os questionamentos da população que esperam a elucidação do caso com a prisão dos envolvidos. Na última terça-feira, dia 15, o caso voltou para discussão na sessão e de acordo com os vereadores esperam uma resposta.  

O vereador Sangue Bom, que já afirmou que se ninguém for preso não será candidato em 2016, devido a responsabilidade que afirma ter perante a população. "Se passa quase um ano e o Ministério Público ainda não se manifestou completamente para que nós tivéssemos uma solução sobre o desvio de mais de R$ 2,4 milhões dessa Casa. Vereadores denunciaram, vários cobram e até agora nada. Segundo informações o Gaeco estaria vindo para prender os envolvidos", disse Sangue Bom.  

O vereador Alex Pires também comentou o caso e ressaltou que acredita na Justiça, e que em breve os envolvidos serão presos. "Nesta Casa roubaram milhões e ninguém foi preso ainda, mas eu acredito na Justiça, que em breve os culpados vão pagar. Sabe porque? O dinheiro não é meu, o dinheiro é de vocês", falou Alex Pires, presidente da Câmara de Itapecerica.   

Oficialmente o desvio ocorrido em 2013 foi descoberto após apontamento do Tribunal de Contas. Na cidade já é dado como certo que o esquema também operou em 2014. A dúvida é saber se os desvios aconteceram em anos anteriores a 2013. A Polícia investiga todas as questões com base nos documentos fornecidos pela Câmara e também depoimentos.  

O caso em certo momento foi enviado para a Delegacia Seccional de Taboão da Serra, no entanto, voltou para a Delegacia de Itapecerica da Serra por concluírem que não há envolvimento de políticos no caso. 

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