Sem acordo, garis permanecem em protesto e greve já dura quatro dias

Por Direto da Redação do Jornal na Net | 26/03/2015

Os coletores de lixo e varredores de Embu das Artes, Taboão da Serra e outras 130 cidades do Estado de São Paulo decretaram greve desde a segunda-feira, dia 23, e o reflexo nas ruas do município já chega ao caos, isso porque muitas pessoas sem possibilidade de abrigar o lixo dentro de suas casas colocam nas ruas e animais acabam revirando o lixo em busca de comida. Houve reuniões de conciliação porém o sindicato não concordou com o reajuste salarial proposto pela empresa. 

O Sindicato das Empresas Urbanas de São Paulo (Selur) propôs um aumento de 11,73%, e em contrapartida a proposta feita foi de reajuste salarial de 7,68%. A Federação dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Ambiental, Urbana e Áreas Verdes do Estado de São Paulo (Femaco) declarou que as negociações feitas no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), não foram positivas e a audiência terminou sem acordo das partes envolvidas. 

Em determinação, o Tribunal Regional do Trabalho defendeu que o serviço de limpeza pública é essencial e solicitou ao Selur, que 70% da operação possa ser mantida, 100% dos serviços de aterros sanitários e coleta hospitalar, sob a multa diária de 100 mil reais. O sindicato acatou a decisão e permanece com as exigências necessárias. Porém para os moradores de alguns bairros de Taboão e Embu, a operação feita em 70% é ruim, uma vez que em alguns locais a coleta não passou durante esta semana. 

A remuneração atual dos garis é para os varredores de R$ 982 mais R$ 536,00 reais em benefícios e os coletores de lixo recebem remuneração de R$ 1134, 00 em salário mais R$ 520,00 reais referentes a benefícios. Em 2014, o reajuste da categoria foi de 10%. Em Embu das Artes a coleta de lixo é feita pela empresa Enob e em Taboão da Serra pela Cavo. Itapecerica da Serra segue com coleta normal. 


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