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Disputa pela presidência esquenta clima na Câmara de Taboão da Serra

Por Sandra Pereira | 5/11/2014

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Sandra PereiraVereadores passaram maior tempo da sessão em reuniões paralelas

A disputa pela presidência está roubando a cena na Câmara Municipal de Taboão da Serra. Não é de hoje que o legislativo taboanense se dividiu em dois e trava verdadeira queda-de-braço. Abertamente, os vereadores até que evitam falar do assunto mas o racha e a disputa de poder que já vinha sendo travada nos bastidores há mais de um ano tomou o plenário claramente na sessão desta terça-feira, 4, durante a tentativa da mesa de por em votação projeto de lei criando cargos efetivos para atuar no novo prédio da Casa. A disputa foi tamanha que a sessão aconteceu nos bastidores, nos intervalos entre uma reunião e outra e um embate e outro.

“A Casa agora está pautada na eleição. O que aconteceu aqui hoje foi uma disputa entre presidentes. Havia uma tentativa dos presidenciáveis de testar os seus votos e ambos testaram. Ficou muito claro para nós internamente quais são os votos de cada um dos presidenciáveis”, revelou, acrescentando que a disputa será resolvida entre os 10 vereadores da base.

Numa manobra permitida pelo regimento interno o presidente da Câmara, Eduardo Nóbrega, pôs o projeto para tramitar em regime de urgência, após o vereador Moreira deixar a sessão. Minutos antes o presidente havia dito a imprensa que o projeto não iria ser votado. Posteriormente explicou aos jornalistas que após a saída de Moreira havia feito verificação visual de quórum e constatou que a possibilidade de aprovar a urgência na tramitação, o que acabou não ocorrendo. O projeto criava 1 vaga de jardineiro, 4 de porteiro, 4 de vigia, 1 vaga de técnico de manutenção predial, 2 de técnicos de Recursos Humanos e 10 cargos de oficial legislativo.

O presidente chegou a usar a tribuna para defender o projeto. Disse que está em dias de entregar a casa própria do Legislativo e num recado aos pares opositores afirmou que para vencer o jogo na Casa “tem que aprender a engatinhar e andar, antes de querer correr”. A crítica indireta do presidente aparentemente foi endereçada ao vereador Marcos Paulo, o Paulinho, líder do bloco que se opõe ao bloco liderado pelo presidente. Em resposta ao fato o vereador Cido da Yafarma, único reeleito na Casa, disse que “de boa intenção o inferno está cheio”, mas pregou o diálogo. Revelou que não teve acesso ao projeto e pediu tempo para apreciar a proposição.

No final da sessão Marcos Paulo e Eduardo Nóbrega trocaram cumprimentos e declarações de respeito mútuo. A cena se repetiu algumas vezes, mas nenhum dos lados efetivamente recuou. Embora o presidente tenha dito que não houve vencedores na mais recente queda de braço, na prática a vitória ainda que parcial ficou com o grupo de Marcos Paulo que conseguiu travar a votação como queria desde o começo.

Mas a despeito do calor da disputa interna pela presidência ser grande o projeto apresentado pela mesa é tão básico que não precisaria ser votado com tanta pressa, no afogadilho, como foi dito e sem conhecimento dos demais vereadores.

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