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Alunas de Taboão são vítimas de crime sexual com utilização de fotos na internet

Por Sandra Pereira | 2/11/2014

delegacia

Sandra PereiraMeninas são retratadas em vídeos montados como putas profissionais, casos são registrados na Delegacia de Defesa da Mulher

Top 10 é o nome da nova modalidade de crime praticada contra adolescentes em Taboão da Serra. Está ocorrendo em várias escolas públicas e particulares da cidade e tem levado dezenas de mães a procurar a polícia na tentativa de proteger as filhas. O crime acontece na internet. Fotos das estudantes são tiradas do perfil delas no Facebook e utilizadas em montagens com cunho sexual. Os vídeos montados são espalhados entre os estudantes das escolas e das imediações por meio do Whatszap, com o título de top 10.

As fotos das meninas são legendadas com palavras de baixo calão e a trilha sonora é composta por funk repleto de palavrões e letra de cunho sexual que denigrem a imagem das garotas.

As meninas vítimas de crime são tratadas como “puta profissional” e “oferecidas” ao público masculino. A maioria delas descobre que é vítima do crime dentro da escola. Normalmente os vídeos reúnem garotas que nem se conhecem e estudam em salas e horários diferentes. Há casos de meninas de 10 anos sendo tratadas como “puta profissional”.

Na Delegacia de Defesa da Mulher a quantidade de pais e responsáveis que estão indo registrar Boletim de Ocorrência é crescente. A demanda é tamanha que os casos estão sendo registrados por escola. Uma das que mais tem registro é a Heitor Cavalcante, no jardim Freitas Júnior, em Taboão da Serra.

“Postaram no face top 10 no Heitor quem quer chama no Whats”, conta uma adolescente de 16 anos vítima do crime. Ela foi junto com a mãe prestar queixa. “Queremos que a polícia encontre quem está fazendo isso. Na primeira vez que viemos a delegacia tinha uma menina de 10 anos nas fotos com a inscrição a mais nova puta”, revela a mãe da adolescente.

Ela reuniu diversas mães de meninas para prestar queixa e pede que a polícia investigue quem está criando e espalhando os vídeos. Mais do que proteger as próprias filhas as mães que registram Boletim de Ocorrência esperam impedir que outras famílias sofram as consequências da nova modalidade de crime.

Uma adolescente que aparece em um vídeo do top 10 relata que chegou a ser ironizada na escola. A garota procurou a direção e relatou o problema. A diretoria orientou os pais dela a procurar a polícia.

“O diretor disse que a polícia tem como identificar quem faz e espalha os vídeos. É isso que a gente quer”, adianta.

Na delegacia a quantidade de registro de casos é tamanha que a polícia está fazendo os BOs por escola. Quem for alvo desse tipo de crime deve relatar o fato as autoridades policiais. A delegacia competente para o registro em Taboão fica localizada na Estrada das Olarias, ao lado do Centro de Fisioterapia.

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