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Educação de Taboão decide entrar em greve a partir do dia 6 de junho

Por Sandra Pereira | 3/06/2014

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Sandra PereiraServidores da educação cobram reajuste salarial, vale transporte e alimentação. Eles sentaram na BR para chamar a atenção do governo

Os servidores da rede municipal de educação de Taboão da Serra decidiram entrar em greve a partir da próxima sexta-feira, 6, para cobrar reajuste dos vencimentos, revisão imediata do plano de carreira do magistério, vale transporte, vale alimentação, cesta básica, plano de saúde, licença para acompanhamento de terceiro, redução da jornada das ADES e auxiliares de classe de 8 para 6 horas diárias, quinquênio, sexta-parte entre outras reivindicações. Durante toda essa terça-feira um grupo de quase 300 funcionários da educação fez ato na rodovia Régis Bittencourt, de onde seguiu até a prefeitura da cidade permanecendo acampados até lá até as 15 horas e retornaram para a rodovia em direção a Secretaria Municipal de Educação. Veja imagens aqui,e aqui.

O ato provocou lentidão no trânsito da Régis Bittencourt durante todo o dia. Motoristas que precisaram trafegar na cidade e na rodovia não pouparam reclamações. 

A paralisação foi a segunda em uma semana e dessa vez conseguiu mobilizar mais servidores. Ao contrário do que ocorreu na semana o prefeito Fernando Fernandes não recebeu os manifestantes. Durante a manhã o prefeito estava visitando obras.

O presidente do Siproem, Ademir Segura, refutou a informação de que a lei eleitoral impede a concessão de reajuste em ano eleitoral. Ele disse que como a eleição não é municipal não há razão para que o reajuste não ocorra. Segura afirmou que ao menos 47 escolas foram representadas na paralisação dessa terça-feira. 


“Fizemos avaliação jurídica e descobrimos que não há nenhum impedimento para o reajuste seja concedido esse ano. A eleição é estadual e nacional e não municipal”, disparou Ademir Segura.


Professora de inglês da escola municipal Oscar Freire, na Vila Iase, reclama que o valor do salário é baixo. Ela também criticou o valor da cesta básica de R$ 150,00 e disse que precisa de outros dois empregos para poder dar uma vida digna ao filho pequeno. 

“Tenho que me desdobrar em três empregos para não deixar faltar nada pro meu filho. O salário da gente tem muito desconto. Uma cidade como Taboão deveria pagar melhor”, disparou. 

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