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Após queda na arrecadação Taboão põe pé no freio para manter contas em equilíbrio, diz secretário

Por Sandra Pereira | 28/05/2014

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Sandra Pereira Secretário Adelço Buhrer apresentou prestação de contas do 1º quadrimestre durante audiência pública da Comissão de Finanças da Câmara Municipal

A prestação de contas do 1º quadrimestre da prefeitura municipal de Taboão da Serra realizada nesta quarta-feira, 28, mostrou que as contas do município estão equilibradas, mas não é possível fazer novos investimentos no momento. A situação financeira entrou em alerta graças a queda de arrecadação do ICMS decorrida do fechamento das empresas Niasi e Sorana Sul, e uma situação atípica vivida pela Novartis, que ampliou os estoques e teve baixa saída. Os dados apresentados durante audiência pública da Comissão de Finanças da Câmara de Taboão mostram que o total de receita do município no 1º quadrimestre é da ordem de R$ 211.578.708,46, enquanto o total de despesas é de R$ 181.322.202,26. 

De acordo com o secretário municipal da Fazenda, Adelço Buhrer Júnior, revelou que está 100% em dia com pagamento de fornecedores. Ele disse que no mês de abril a prefeitura tinha em caixa R$ 67 milhões, enquanto as dívidas totalizaram R$ 56 milhões, dos R$ 47 milhões está subjúdice, com a Iacta e a Viva Ambiental, e segundo o secretário causa uma situação incomum do ponto de vista contábil. 

“Como a dívida está em aberto gera uma situação desconfortável para o município. Essa dívida está sub júdice, não podemos pagá-la”, disse.

Adelço Buhrer afirmou que  28.54% de investimento do orçamento no quadrimestre na saúde. Segundo ele o orçamento anual vai superar os 32% do ano anterior. A legislação determina 15%. “Mas saúde quanto mais se investe mais e necessário”, afirmou. Já na educação o investimento feito até agora é de 21%.

“Estamos com o pé no freio. Não temos folga financeira. Mas não há previsão de queda de arrecadação no futuro. Estamos tendo o reflexo da queda na arrecadação agora. A prefeitura está fazendo um esforço grande ampliar a arrecadação e fazendo contato com as empresas para se instalar na cidade a fim de compensar as perdas”, explicou.

Ao ser questionado pelo vereador Ronaldo Onishi o secretário relatou que a prefeitura está 100% em dia com todas as obrigações trabalhistas e funcionais. “Tem um remanescente a ser pago, mas estamos com tudo em dia”, declarou.

Já em resposta a vereadora Joice Silva Adelço Buhrer salientou que até o mês de março a cidade arrecadou R$ 27 milhões com o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU).

O vereador Cido da Yafarma, presidente da comissão de Finanças, avaliou que o Plano Diretor obedece a vocação de cada região e favorece o desenvolvimento e arrecadação da cidade. “É trazendo mais empresas que vamos atrair mais recursos para investir na cidade. Essa mudança no Plano Diretor não pode ser alvo de discurso fácil. As áreas destinadas a moradia popular contempla 40 mil famílias. A verdade é que o Plano Diretor nunca foi discutido de forma tão ampla em audiência pública e com a participação de todos os vereadores”, afirmou.

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