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Embu, Itapecerica e Taboão confirmam quase 200 casos de dengue

Por Ane Greice Passos | 17/05/2014

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Divulgação Até a primeira quinzena de maio já foram registrados 102 casos de dengue em Taboão da Serra, 68 em Embu das Artes e 23 em Itapecerica.

A região de Taboão da Serra, Embu das Artes e Itapecerica continuam em guerra contra a dengue que atinge todo estado de São Paulo. Os últimos números apontaram que até a primeira quinzena de maio quase 200 casos da doença confirmados e outras centenas sendo investigados. A luta contra a dengue é constante e tem que ser travada por moradores e as autoridades de saúde evitando a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Taboão da Serra é a cidade com mais casos registrados, no total 102 pessoas já foram detectadas com a doença, 68 de Embu das Artes e 23 em Itapecerica 23, esse número coincide da primeira quinzena de maio. O número de confirmados de doentes ultrapassam uma centena e eles podem aumentar, caso os focos da dengue não sejam erradicados.

Os municípios estão em luta constante com a doença. A Vigilância em Saúde de Embu monitora diariamente os dados e, em caso de confirmação, a casa da pessoa é visitada pelos agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) que verificam a situação de possíveis criadouros e, se for necessário, é feita a nebulização. Taboão e Itapecerica realizam ações semelhantes, afim de erradicar os mosquitos e larvas. São realizadas também, campanhas de conscientização

Lembrando que os cuidados começam dos dentre casa, sob mesas, cadeiras, armários, alimentando-se da seiva das plantas, que é onde os mosquitos vivem e se proliferam. Aedes aegypti nasce em água limpa e parada, esses são os locais de risco. Somente a fêmea transmite a doença, quando pica o homem em busca de sangue para amadurecer os ovos. Ela ataca durante o dia, principalmente ao amanhecer e no final da tarde, preferencialmente nas pernas. 

Em média, cada Aedes aegypti vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos de cada vez. Uma vez com o vírus da dengue, torna-se um vetor permanente da doença e pode transmitir a doença para suas crias. 

Os ovos não são postos na água, e sim milímetros acima de sua superfície, principalmente em recipientes artificiais. Quando chove, o nível da água sobe, entra em contato com os ovos que eclodem em pouco mais de 30 minutos. Em um período que varia entre cinco e sete dias, a larva passa por quatro fases até dar origem a um novo mosquito. 

Dengue Clássica:
Febre alta com início súbito;
Forte dor de cabeça;
Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos;
Perda do paladar e apetite;
Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores;
Náuseas e vômitos;
Tonturas;
Extremo cansaço;
Moleza e dor no corpo;
Muitas dores nos ossos e articulações.

Dengue hemorrágica:
Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:

Dores abdominais fortes e contínuas;
Vômitos persistentes;
Pele pálida, fria e úmida;
Sangramento pelo nariz, boca e gengivas;
Manchas vermelhas na pele;
Sonolência, agitação e confusão mental;
Sede excessiva e boca seca;
Pulso rápido e fraco;
Dificuldade respiratória;
Perda de consciência.

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