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Agressor de Elisabeth Amorim, símbolo da violência contra mulher, foi condenado há 12 anos e 8 meses de prisão em Taboão

Por Sandra Pereira | 14/05/2014

elisa

Sandra PereiraElisabeth Amorim é símbolo da luta das mulheres contra a violência doméstica em Taboão

Com as mãos trémulas e a voz embargada a moradora de Taboão da Serra que simboliza a luta contra a violência doméstica na cidade, Elisabeth Amorim, encontrou com o ex-companheiro agressor no salão do Júri do Fórum de Taboão da Serra quatro anos depois de ter sido quase assassinada por ele. José Maria foi levado a júri popular depois de tentar matar Elisabeth com sete facadas, várias delas no rosto. O acusado foi condenado há 12 anos e oito meses de prisão em regime fechado. O julgamento aconteceu nesta terça-feira, 13, no Fórum de Taboão da Serra. Começou pela manhã e se estendeu até as 22h30. No caso dela a Justiça tardou mas não falhou.

José Maria já havia agredido outras mulheres antes e também já havia respondido acusação de assassinato. Os dois viveram juntos 5 anos. A maior parte deles mergulhados em violência como agressão verbal, física e ameaças constantes. Elisabeth chegou a registrar 3 Boletins de Ocorrência contra o agressor e sobreviveu ao último ataque dele por milagre. Indefeso, no banco dos réus, o acusado não lembrava em nada o homem que quase a matou no fatídico 19 de abril de 2010. 

“Eu vivi no inferno. Ele veio na minha casa aquele dia para me matar. Trouxe uma faca e me atingiu no rosto, no ombro e no abdômen. Eu pedia que ele não fizesse. Falava de Deus e ele ficava pior, vinha para atingir o meu peito. Tenho ferimentos não mão porque segurava a faca. A pior parte é saber que em nenhum momento ele teve qualquer tipo de sentimento por mim. Eu pedia para ele me deixar ver minha crescer e ele não parava. Escapei depois de chutar a faca para baixo do armário e me agarrar com ele. Caí na escada e derrubei umas plantas os vizinhos perceberam e ele fugiu a pé”, relembrou Elisabeth.

Ela emocionou os presentes afirmando que não era fácil mergulhar no tempo e recordar os momentos de horror que passou. Foi interrompida quando o juiz Guilherme Alves Lamas a ofereceu um copo de água na tentativa clara de acalmá-la. 

Após a agressão ocorrida no dia 19 de abril de 2010 Elisabeth Amorim passou 12 dias internada brigando pela vida. Foi submetida há várias cirurgias, fez plástica facial, implante de placa no rosto e vários procedimentos que a mantiveram viva. Até hoje faz tratamento e toma medicamentos controlados. Pior que a dor física ela diz que foi o medo de encontrar o agressor que estava em liberdade e permanecia ligando para ela e seus vizinhos. Depois de deixar o hospital ela viveu em abrigos e na casa de estranhos. Passou meses antes de retornar para sua casa e quando retornou recebeu ligações do agressor. O medo não impediu Elisabeth de agir e ela começou a lutar para  pôr na cadeia seu ex-companheiro e quase assassino.

“Um dia ele me disse que eu era tão ruim que não tinha morrido. Eu gostava dele. Achava que ia mudar por que ele era outra pessoa quando ficava sem beber. Dizem que o amor é cego e eu fiquei cega. Sempre perdoava ele”, lembrou. 

Para a promotora de Justiça Maria Gabriela Prado Mansur Elisabeth Soares representa a luta das mulheres contra a violência doméstica. “A senhora deixou de ser vítima. É uma guerreira. Uma mulher de força. Símbolo da luta contra a violência doméstica”, afirmou a promotora.

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