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Vereadores acusam SindTaboão de ser irresponsável e intransigente com professores da cidade

Por Sandra Pereira | 16/06/2010

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Vereadores debateram liminar e criticaram decisão do SindTaboão de ingressar na Justiça

A polêmica em torno da liminar obtida pelo Sindicato dos Funcionários Públicos de Taboão da Serra anulando a votação do Estatuto do Magistério ecoou na Câmara Municipal da cidade. Os vereadores acusaram o SindTaboão de agir de forma precipitada, irresponsável e intransigente. Eles avaliam que a liminar prejudica os professores em vários aspectos, com ênfase na questão salarial. Esse ponto também foi criticado pelo Sindicato dos Professores da Rede Municipal, que chegou a dizer que o SindTaboão prestou um desserviço aos professores.

“Os educadores estão sofrendo por conta da irresponsabilidade do Sindicato. Espero que o mais breve possível esse erro grave seja corrigido”, disparou o vereador Cido, presidente da Comissão de Educação da Câmara. “Quero convidar todos os professores a lutar para ter o direito de receber o aumento salarial que foi garantido pelo Estatuto”, completou.

O vereador Alexandre Depieiri cobrou da imprensa a divulgação do assunto. Ele lembrou que sofreu pesadas críticas dos veículos de imprensa da região quando pediu vistas de um projeto de Lei. “A imprensa tem que divulgar o grande prejuízo que essa liminar trouxe aos professores. Ela  só não foi derrubada ainda por conta de uma paralisação da Justiça. As pessoas têm que saber o que o Sindicato fez. A imprensa tem que divulgar esse fato”, afirmou Depieiri.

O vereador Macário declarou que o SindTaboão agiu de forma precipitada e errou acarretando prejuízos para toda a categoria da educação. Ele enfatizou a insatisfação de ver os professores sem o direito de receber o aumento salarial aprovado na Câmara. Ele lembrou que quem ganhava pouco mais de R$ 600,00 iria ganhar R$ 1.080. Os demais teriam o salário fixo de R$ 1.365, 00 que ainda pode ser acrescido de outras gratificações. “O Sindicato agiu precipitadamente sem saber o que estava sendo votado aqui na Casa”, acusou.

O vereador Wagner Eckstein que também é presidente da Aversud  definiu a questão como um impasse jurídico. Ele citou como exemplo um caso ocorrido em Pernambuco há 25 anos, em que um homem matou a mulher e nos dois filhos e demorou 25 anos para ser julgado.

“Aqui nós votamos na terça e na quarta o Judiciário deu a liminar. Olha o paradoxo: 25 anos para julgar um homem que matou a mulher e atirou nos filhos e 24 horas para cassar um projeto que aumentava os salários dos professores. Não dá pra entender esse Poder Judiciário”, declarou.

O vereador defendeu que o Estatuto representa um avanço para a cidade e para os professores.. “O Sindicato está equivocado e usou de má fé ao dizer que não houve audiência pública. Houve sim uma rica audiência das 10 até 14 horas. Houve debate a própria presidente do sindicato participou e deu sugestões”, revelou.

Wagner Eckstein disse que foram apresentadas na ocasião mais de 10 reivindicações e que a maioria delas foi atendida e passou a constar no documento.

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