Você está aqui: Página Inicial » Notícias » Cotidiano

Vizinhos de terrenos baldios cobram ação da prefeitura em Taboão da Serra

Por Sandra Pereira | 4/05/2014

terreno

Divulgação: Jornalismo TaboãoTerrenos baldios recebem lixo, entulho e viram ambiente propício para a proliferação do mosquito da dengue

Depósitos de lixo, entulho e sujeira os terrenos baldios são vizinhos indesejáveis. Quem mora perto deles sofre com o lixo e o entulho jogados indevidamente, o mato alto e a proliferação de ratos, baratas e insetos. Nos bairros distantes da região central de Taboão da Serra os terrenos baldios são comuns. Alguns deles estão murados mas boa parte fica desprotegida e por essa razão recebe lixo e entulho quase diariamente para desespero da vizinhança. 

Em época de surto de dengue, como atualmente, os terrenos baldios viram ambientes ideais para a proliferação do Aedes Aegypit, mosquito transmissor da doença. Por essa razão os moradores de vários bairros de Taboão estão pedindo socorro à prefeitura para que tome as medidas necessárias visando a limpeza desses locais que acabam se tornando paraíso para os mosquitos. Esses terrenos  também representam um risco para a segurança, já que muitas pessoas aproveitam o local para usar drogas e até manter relação sexual.

Os moradores da rua Carla Cristina Pelegrino de Sousa, no Jardim Saporito, estão desesperados com a sujeira em alguns terrenos na rua. Eles dizem que há vários focos de mosquito da dengue e afirmam já ter notificado a prefeitura sobre o problema. Quem mora na rua alega que a água parada do piscinão acaba servindo de “berço” para o mosquito transmissor da dengue.

A doméstica Aparecida dos Santos mora ao lado de um terreno baldio há mais de 10 anos. Ela conhece de perto os problemas ocasionados pelo vizinho indesejado e conta que já conversou várias vezes com o proprietário para que ele cuide da limpeza e mure o terreno a fim de evitar que se torne depósito de entulho. 

“Já falei com o dono várias vezes e ele não faz nada. O pior é que ele nem constrói e nem vende. Já arranjei pessoas interessadas em comprar para construir, mas ele não quer. Só que o dono mora longe e não sabe o que acontece aqui. Já peguei gente usando droga e até casais durante a noite. Agora com essa história toda de dengue a gente sente medo e ninguém faz nada, nem o dono e nem a prefeitura”, reclama. 

Sem alternativa a doméstica conta que  já entrou em contato com o departamento de fiscalização da prefeitura de Taboão algumas vezes. Por essa razão os fiscais já estiveram no local e informaram que o proprietário seria notificado para tomar as devidas providências.  
“Chequei a pensar que ele ia ser multado. Mas, como nada aconteceu acredito que ele se saiu livre”, observa.

Quem também não anda nada satisfeita com o terreno abandonado ao lado de sua casa é a autônoma  Rose Silva. Ela conta que a casa dela sofreu infiltração no período chuvoso graças ao entulho despejado ao lado de sua parede. De acordo com ela o terreno se transformou em depósito lixo.

 “Vem gente de longe com carrinhos e até sacos de entulho para jogar aqui. O prejuízo na minha casa está grande. Sem contar que a minha filha nem pode sair de casa porque junta um monte de rapazes aqui. Eles ficam encostados na minha parede usando drogas”, lamenta. “Aqui só não está pior porque a gente fica de olho. Já chamei até a polícia contra quem queria jogar entulho”, completa.

A reportagem do Jornal na Net recebe com frequência diversas denúncias de moradores que enfrentam os problemas em função dos terrenos baldios que se tornam depósito de lixo e entulho.
A prefeitura de Taboão informou que o departamento de fiscalização vistoria os terrenos e notifica os proprietários para realizar a limpeza e construir muro e calçadas. Caso o dono do terreno ignore as notificações acaba sendo multado. A multa, segundo o departamento é embutida no carnê do IPTU.


Comentários

As matérias são responsabilidade do Jornal na Net, exceto, textos que expressem opiniões pessoais, assinados, que não refletem, necessariamente, a opinião do site. Cópias são autorizadas, desde que a fonte seja citada e o conteúdo não seja modificado.