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Prefeito de Taboão acalma tempestade na Câmara, mas fogo amigo prevalece na Casa

Por Sandra Pereira | 9/04/2014

camara

Sandra PereiraCâmara teve sessão pouco mais tranquila, entretanto clima "pesado" ainda é realidade na Casa

Depois de toda tempestade vem a calmaria. Também é assim na câmara de Taboão da Serra e isso ficou evidente na sessão desta terça-feira, 8, quando os vereadores aprovaram projeto do Executivo que cria o Bombeiro Civil no município. O projeto tramitava na Casa há semanas e estava sendo “segurado” para pressionar o governo a se posicionar sobre a tempestade interna que ainda vive o Legislativo por conta da eleição da mesa diretora. A calmaria na câmara ocorreu depois que o prefeito Fernando Fernandes reuniu os 2 vereadores do seu partido André Egydio e Eduardo Lopes, justamente para lembrar que ambos não poderiam segurar projeto do governo, como vinham fazendo até então juntamente com Carlinhos do Leme, Joice Silva e Eduardo Nóbrega.

“O prefeito conversou com a gente. Pediu para não começar a discutir a presidência agora e falou que a presidência tem que sair entre os 11 vereadores da base”, afirmou André Egydio, que já aproveitou e se colocou como candidato a presidente.

 O controle da tempestade legislativa também passou pela mudança na interlocução entre o governo e câmara, que até a sessão passada era feita pelo secretário de Governo pastor Cândido, mas que o presidente, Eduardo Nóbrega espera ser conduzida pelo vereador Marco Porta, para garantir que não haja ingerência de um poder em relação ao outro. O fato é que a instabilidade do clima na câmara de Taboão é tamanha que não dá pra saber até quando a desejada calmaria iniciada e defendida pelo prefeito deve durar.

“Acredito que o prefeito, com a sua experiência agiu de forma correta. A gente também quer navegar em águas tranquilas. Mas entendemos que não se pode em nome das águas tranquilas aceitar ingerência de poder. O prefeito é cuidadoso com isso, mas alguns secretários se excedem às vezes. Hoje a relação Legislativo e Executivo foi feita pelo Porta. O Cândido não veio e acredito que não virá mais. É impossível a quem não tem mandato transitar entre os poderes. O mandato te dá liberdade de transitar, principalmente quando as águas não estão tranqüilas”, declarou o presidente da Casa. 

Nesta terça-feira, como já se tornou comum na Casa, o chamado fogo amigo prevaleceu pra todos os lados. Era evidente no semblante dos vereadores o ar carregado de tensão. Talvez fosse só a lembrança da tempestade, ou indício claro que outra ainda maior se avizinha. A nova alteração no clima frágil da câmara pode atender pelo nome de mudança no horário das sessões. O projeto de origem da mesa diretora não conta com o apoio da maioria dos vereadores e deve voltar a turvar as águas e aumentar o volume das ondas no local. 

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