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Taboão acende alerta contra Dengue depois de 16 casos confirmados

Por Sandra Pereira | 6/04/2014

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Sandra PereiraParque Pinheiros, Clementino e Laguna são as áreas de risco para contrair Dengue em Taboão, afirma Raquel Zaicaner

Taboão da Serra registrou 16 casos confirmados de dengue até o sábado, 5. Os bairros com maior incidência da doença são o Parque Pinheiros, Jardim Clementino e Laguna. A cidade tem outros 53 casos sendo investigados. As informações são da secretária de Saúde de Taboão, Raquel Zacainer. Segundo ela também está sendo investigado um caso de suspeita de dengue hemorrágica de uma mulher que trabalha no condomínio Rural Jardim Iolanda. 

Os moradores dos bairros com registros da doença devem redobrar a atenção nas suas casas, quintais e na vizinhança para ajudar a barrar o avanço da doença. O ponto central do combate a Dengue é impedir a proliferação do mosquito que nasce nos locais onde há água limpa e parada.

Dos 16 casos confirmados de Dengue  em Taboão 13 teriam sido contraídos na própria cidade e outros 3 seriam de pessoas vindas de outros locais. Os números acendem o alerta de que é preciso aumentar o combate ao mosquito Aedes aegypti, que causa a doença. 

O mosquito vive dentro das casas, sob mesas, cadeiras, armários, alimentando-se da seiva das plantas. Nasce em água limpa e parada. Esses são os locais de risco. Somente a fêmea transmite a doença, quando pica o homem em busca de sangue para amadurecer os ovos. Ela ataca durante o dia, principalmente ao amanhecer e no final da tarde, preferencialmente nas pernas.
Em média, cada Aedes  aegypti vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos de cada vez. Uma vez com o vírus da dengue, torna-se um vetor permanente da doença e pode transmitir a doença para suas crias.
Os ovos não são postos na água, e sim milímetros acima de sua superfície, principalmente em recipientes artificiais. Quando chove, o nível da água sobe, entra em contato com os ovos que eclodem em pouco mais de 30 minutos. Em um período que varia entre cinco e sete dias, a larva passa por quatro fases até dar origem a um novo mosquito.
O Aedes aegypti põe seus ovos em recipientes artificiais, tais como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água de chuva. Nas Américas, o mosquito utiliza ainda criadouros naturais, como bromélias, bambus e buracos em árvores.
A transmissão da dengue depende da concentração do mosquito: quanto maior a quantidade, maior a transmissão. Esta concentração está diretamente relacionada pela presença das chuvas: mais chuvas, mais mosquitos.
Normalmente, as pessoas infectadas com o vírus da dengue são assintomáticas, (cerca de 80%), ou apenas apresentam sintomas leves, como uma febre simples.Outros pacientes apresentam a doença de modo mais grave (5%) e uma pequena proporção tem risco de morte. O período de incubação (tempo entre a exposição e o aparecimento dos sintomas) varia de 3 a 14 dias, mas na maioria das vezes é de 4 a 7 dias.Sendo assim, suspeita-se que viajantes que retornem de áreas endêmicas tenham dengue se eles apresentarem febre, ou outros sintomas característicos, que começarem a surgir a partir de 14 dias após retornarem. As crianças muitas vezes apresentam sintomas semelhantes aos do resfriado comum e da gastroenterite (vômitos e diarreia)e têm um risco maior de complicações graves,embora os sintomas iniciais sejam geralmente leves, eles incluem febre alta.

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