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Sem água, sem luz, ou sem os dois, assim são os dias na periferia de Taboão e região

Por Sandra Pereira | 14/03/2014

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Divulgação - InternetFalta de água e luz vira problema crônico na periferia de Taboão. Situação é mesma em Embu e Itapecerica

Num dias falta luz e nos outros falta água. Alguns dias faltam os dois. E assim sem água ou sem luz vivem centenas de moradores de Taboão da Serra. Se na região central, como no jardim Monte Alegre a falta de luz causa transtornos nos bairros mais distantes do centro  o problema é bem mais crítico. A falta de luz acontece quase diariamente e sem justificativa aparente já que a AES Eletropaulo atribui o problema às árvores e a periferia de Taboão altamente habitada quase não tem árvores.  A realidade também é mesma para os moradores de várias regiões de Itapecerica e Embu das Artes onde a falta de água e luz tira a paz dos moradores. 

“Já faz dois dias que falta luz no Saint Moritz por várias horas”, reclama uma moradora. “Aqui no São Judas a luz cai direto”, dispara outra. “Ficar sem luz não é novidade no Record”, observa uma dona de casa do bairro. “Depois de trabalhar o dia inteiro a pessoa não ter direito a um banho quente é muito estressante”, desabafa um morador do São Judas. 

Se ficar sem luz é ruim. Ficar sem água pode ser insuportável. Nos bairros da periferia a falta de água se tornou um problema crônico. Nos finais de semana ter água na torneira ou chuveiro é um luxo que muita gente desconhece há meses na cidade. 

“Pelo jeito essa falta de água não tem mais solução. É um sofrimento muito grande que a gente passa e parece que ninguém vê. É um absurdo uma coisa assim. Um descaso tão grande”, critica uma moradora da Vila Indiana. 

Com três filhos pequenos em casa ela diz que se habituou a armazenar água para poder suportar os longos períodos de desabastecimento no bairro. Mas, mesmo assim já chegou a passar dois dias sem água em casa, tendo que apelar para a solidariedade dos vizinhos.  

“Já passei muita madrugada acordada para encher as vasilhas de água. Quando chove encho tudo”, conta. 

Enquanto os moradores não param de amargar cotidiano sem água, luz ou sem os dois as empresas AES Eletropaulo e Sabesp se limitam a dar respostas pontuais para casos específicos sem realizar os investimentos necessários para resolver os problemas de vez. “A conta não atrasa. Se a gente não paga corta rapidinho. Agora quando a gente fica sem água ou luz nada acontece com as empresas”, pondera uma comerciante do São Judas. 

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