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Usando metáforas vereador Marcos Paulo manda recado ao prefeito de Taboão

Por Sandra Pereira | 12/03/2014

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Sandra PereiraPara confirmar recado ao governo houve pedido de  vistas de projetos  que acabaram sendo aprovados por unanimidade para não demonstrar racha

A sessão desta terça-feira, 11, da Câmara Municipal de Taboão da Serra aconteceu nos bastidores.  O ponto central da pauta só se revelou ao público na reta final dos trabalhos. Citando o texto bíblico contido na 1ª Carta de Coríntios, capítulo 12  e versículo 12, o vereador Marcos Paulo, o Paulinho, mandou recados certeiros  para o governo municipal. Por meio de metáforas Paulinho cobrou do Executivo tratamento equânime para os integrantes da base governista e revelou sua insatisfação pessoal ao reclamar da demora na instalação de uma lixeira na rua Jabotá, que segundo ele foi solicitada há sete meses. 

Marcos Paulo começou seu discurso falando sobre unidade e a função dos membros que unidos garantem o perfeito funcionamento do corpo. Nas palavras dele o corpo é o poder Executivo e os membros seriam os 12 líderes partidários que integram o Legislativo. No final dos trabalhos o presidente da câmara disse ao jornalistas que há no Legislativo um grupo descontente e falou que o discurso de Marcos Paulo foi dirigido ao governo. Eduardo Nóbrega disse que caberá ao prefeito avaliar a importância de cada membro e cortar os que “estiverem necrosados”.

“Olhando para o que Paulo fala nos vemos que todos os membros do corpo por menor que sejam têm a sua importância. Você pode viver sem um pé, sem uma mão, mas não sem a cabeça, pescoço o ou tórax. Essa casa é multipartidária nós temos aqui 12 líderes e todos devem ser respeitados”, avisou.  

Em reposta  aos recados do vereador Marcos Paulo na tribuna o presidente da câmara se reportou aos seus discursos anteriores, quando ele afirmava que o governo não tinha um grupo amplo, e fazia questão de salientar que os vereadores eleitos com o prefeito mereciam tratamento diferenciado. Eduardo Nóbrega afirmou que existe governo e governabilidade. Disse que a fala de Marcos Paulo só serviu para reafirmar sua teoria e comprovar sua coerência política. Ele salientou que o problema é do governo e não da Câmara e aproveitou para revelar a satisfação do PR irrestrita do PR com a administração. 

“Existem membros necrosados que precisam ser cortados do corpo. Existem membros que são transplantados no corpo e às vezes eles causam rejeição. Não deu certo. Não vingam. É importante refazer o transplante ou retirar o membro de vez. Não sou médico, e consigo avaliar qual membro transplantado não está sendo aceito pelo grupo. Mas o Fernando é médico e vai saber”, avisou.   

Como já é comum os vereadores passaram horas reunidos e para mandar um recado ao Executivo barraram projeto dos vereadores Carlinhos do Leme e André Egydio. Tudo começou quando o vereador professor Moreira apresentou em regime de urgência pedido de entrega do título de Cidadão Taboanense ao ex-ministro da saúde e pré-candidato a governador de São Paulo, Alexandre Padilha. Moreira obteve oitos votos para tramitar a proposta em regime de urgência e disse que o título ao ex-ministro seria apenas um reconhecimento da cidade a construção da UPA. 

Como não conseguiu o último voto necessário para a tramitação Moreira pediu vistas da pauta por 5 dias. O curioso é que o pedido foi aprovado por unanimidade, uma forma de não deixar transparecer a divisão que se instalou na Casa e deve se agravar com a proximidade da eleição da nova mesa diretora. Os vereadores rebelados com o sistema ensaiam mandar um novo recado durante a eleição da mesa. Eles querem ensinar que sete é maior que seis. 


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