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Eduardo Nóbrega quer diálogo entre prefeito e ex-aliados que agora são oposição

Por Sandra Pereira | 4/02/2014

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Sandra PereiraPresidente quer grupo antigo unido e fala com desconfiança sobre novas alianças

Após a manifestação que pedia a reabertura do Akira Tada, o presidente da Câmara Municipal de Taboão da Serra, Eduardo Nóbrega fez um post em sua página no Facebook que teve repercussão imediata no meio político. Ele escreveu assim: “Em nome da esperança uniu-se um exército forte, leal, destemido e vencedor, que enfrentou uma máquina corrupta, combalida e retrógada, um ano depois generais rivais tornaram-se amigos do novo Rei integrando o novo governo, enquanto generais e soldados aliados começam a virar inimigos; Eu quero lutar mas não com esta nova farda”. Segundo o presidente o post foi fruto de muita reflexão.  

Agora Eduardo Nóbrega diz que pretende restabelecer o diálogo entre o prefeito Fernando Fernandes e os ex-vereadores Paulo Félix, José Luiz Eloi e Maurício André, que seriam os generais citados no texto dele. Falou sobre a desconfiança em relação as novas alianças do governo e teceu críticas veladas a alianças que ainda estariam no forno. 

“É o momento de avaliar porque lideranças importantes que fizeram uma frente de guerreiros e caminharam juntos após 12 meses não estão acompanhando a trajetória do grupo vencedor. Tem que discutir isso como grupo. Analisar se o rompimento se deu por questões ideológicas ou por falta de diálogo. Acredito que eu tenho a obrigação de chamar o prefeito e os aliados para fazer essa reflexão. Se o rompimento for ideológico tudo bem, mas, se for falta de diálogo vou pedir que o prefeito estabeleça o diálogo”, antecipou. 

O presidente contou que não se sente à vontade para lutar ou guerrear politicamente contra parceiros tão recentes. Disse que a sua reflexão possuiu três víeis o primeiro são as causas do desligamento dos generais aliados. O segundo refere-se às alianças necessárias para garantir a governabilidade e o terceiro seriam alianças ainda gestadas. 

  “Não vejo com bons olhos a ida dos nossos generais para o lado de grupos oposicionistas. Vai acabar se criando um debate político eleitoral. Entendo que é missão minha procurar o diálogo entre essas forças importantes para o nosso grupo político. Quero convencer o prefeito dessa necessidade”, disse. 

Eduardo Nóbrega afirmou entender que não se pode apresentar a população propostas e um grupo político e depois mudar sem razões sérias. Disse que sua linha política será a de sempre cumprir as promessas de campanha e manter o grupo unido. Também falou com desconfiança sobre os novos apoios do governo Fernando Fernandes. 

“Ainda preciso amadurecer a análise de que as forças políticas que não caminharam com a gente na eleição são tão importantes quanto as que estavam ao nosso lado. Preciso entender que governabilidade é necessária, mas sem perder de vista que quem andou com a gente é importante. Não consigo entender como gente que acusava nosso líder maior das piores coisas passou a acompanhar o nosso grupo como se nada tivesse sido dito. Como se fosse brincadeirinha. Tem que sustentar o que foi dito em campanha, tanto a favor ou contra uma candidatura. Agora se essas novas alianças desfigurarem o projeto de uma maneira tal que eu não reconheça não tenho compromisso com o novo, uma nova proposta. Se esse novo não tiver de acordo com o que a gente defendeu, com esse novo não preciso lutar”, antecipou.

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