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Leoa do Parque das Hortênsias poderá ser levada para santuário em Jundiaí

Por Sandra Pereira | 8/01/2014

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Sandra PereiraAtivistas, funcionários e o vice-prefeito Laércio Lopes foram visitar leoa nesta quarta-feira, 8

A leoa do Parque das Hortênsias poderá ser levada na próxima semana para morar em um santuário de Jundiaí. É isso que querem ativistas e ambientalistas que estiveram no parque  nesta quarta-feira, 8, junto com vice-prefeito e secretário de Cultura, Laércio Lopes. O grupo acredita que a leoa pode morrer por se sentir triste e solitária em razão da morte do leão ocorrida em 14 de novembro. Além da retirada imediata da leoa o grupo de ativistas também quer a remoção de um gavião que está cego de um olho e com uma das patas necrosadas.  Eles passaram as últimas 24 horas ocupando a entrada do parque. 

“Queremos que a leoa seja levada para um local chamado Mata Ciliar, que fica em Jundiaí. É uma área bem grande e com uma estrutura bem melhor. Lá existe um leão viúvo e os dois podem fazer companhia um ao outro. A leoa está triste aqui, sozinha, se permanecer desse jeito vai morrer. Os leões são monogâmicos e morrem se ficarem sozinhos”, afirmou Adriana Greco, integrante do movimento Libertação Animal. 

Foi ela quem explicou aos integrantes do movimento de revitalização do parque nessa quarta pela manhã as vantagens de transferir a leoa para o santuário. Adriana disse acreditar que o leão morreu quando a leoa adoeceu e precisou ser levada para tratamento. Segundo ela, o animal portava uma doença que evoluiu no período em que a companheira esteve ausente e por conta disso morreu. Adriana Graco e os outros ativistas rechaçaram o fato da morte e dos maus tratos aos animais estarem sendo tratados como questão política, elogiaram a reforma que será feita e pediram liberdade aos animais enjaulados.  

Já os integrantes do movimento que agendou ato para o próximo sábado, em favor da revitalização do parque e da retirada dos animais que não puderem permanecer no local, dizem que o bem estar dos animais do parque é prioridade. Mas, eles parecem não ter uma opinião formada sobre como deverá ser tratada a questão da leoa. Entre os integrantes do grupo há os que planejam até mesmo uma greve de fome. 

Não é de agora que a situação do Parque das Hortênsias é alvo de duras críticas. Mas a morte de felinos ocorrida no final de 2013 agravou a crise e arrancou protestos de moradores e ativistas da cidade e região. Para piorar ainda mais o impasse na terça-feira, 7, foi achada no município a carcaça de uma leoa morta e foi crescente a especulação de que o animal seria o leão morto no parque das Hortênsias. O boato foi tamanho que o prefeito Fernando Fernandes utilizou o Facebook para desmentir a informação.

Na próxima segunda-feira a prefeitura pretende iniciar a reforma do parque atendendo ao Termo de Ajuste de Conduta (TAC) celebrado entre a administração e o Ministério Público. O TAC determina a reforma geral dos recintos dos animais, adequação dos espaços administrativos, adequação di padrão de entrada de energia, conservação e manutenção de passeios. O prazo de execução dos serviços é de 280 dias. 

Quem esteve no parque nessa quarta-feira de manhã encontrou o local mais limpo e com as guias pintadas. O parque estava praticamente vazio.   

O vice-prefeito Laércio Lopes disse que foi ao parque mostrar aos ativistas  o que está feito. Ele falou que a prioridade será o bem estar dos animais e antecipou que a questão do parque precisa ser tratada e discutida com a população. Na próxima semana integrantes da OAB paulista virão a Taboão da Serra para tratar do parque. 

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