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Lazer, transporte e educação, são algumas das reclamações dos Itapecericanos

Por Ane Greice Passos | 12/11/2013

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Google imagensA Rua Major Telles possui movimento intenso apenas no horário comercial.

Nos pontos de ônibus, em filas de hospitais ou no supermercado é possível ouvir desabafos de quem mora em Itapecerica da Serra. É comum os moradores falarem sobre a demora no transporte, a falta de opções de lazer em fins de semana ou até mesmo a dificuldade em encontrar cursos de especialização na cidade. Reclamações como essas não são prioridade de quem reside em bairros afastados, mas em todo município.


É o caso de Creza Machado, 48, que chega ao ponto de ônibus, do bairro Jardim São Marcos, antes do sol nascer, para começar a sua rotina diária. Ela demora cerca de três horas para chegar ao centro de São Paulo, local do seu trabalho.  “Saio de casa ás 5 horas da manhã para chegar ao meu destino às 8 horas, é muito cansativo”, disse a doméstica que destaca ainda. “Como incentivar que as pessoas deixem seus carros em casa se não dão condições de transporte público".


Quem também depende do transporte público para se locomover é o estudante de Arquitetura Gustavo Aguiar, 18. Ele comenta a dificuldade nos coletivos da cidade e região. “Eles estão sempre superlotados, demoro cerca de 2 horas para chegar à faculdade pela manhã”, disse.


O transporte de Itapecerica já foi pauta de outras matérias do Jornal na Net (veja aqui). Essa reclamação está presente no cotidiano dos moradores da cidade, mas não é só o problema do transporte que causa debates entre os Itapecericanos, o lazer e a educação são os assuntos mais comentados pelos jovens do município.


Com mais de 160 mil habitantes, Itapecerica da Serra está cada dia mais fortalecendo o status de cidade dormitório, pois a maioria da população trabalha, estuda e busca lazer fora. Vários moradores gostariam de mudar essa realidade, por gostar do município e preferir ficar perto de casa, mas acabam enfrentando dificuldades, esse é o caso de Érica Correia e Chris Christe.


A dentista Érica Correia, 25, optou por um consultório no centro de Itapecerica, devido à facilidade e qualidade de vida, ela afirmou que sempre busca fazer tudo na cidade, mas devido à falta de opção acaba indo para outros lugares. “Existe uma deficiência muito grande em cursos de especialização aqui, por isso eu acabo buscando em São Paulo”, destaca a dentista que vê a falta de lazer como outro problema grave. “Precisamos de investimento em projetos culturais. O único teatro da cidade está abandonado e sem infraestrutura”, disse.


Lazer e falta de cursos técnicos gratuitos, foram alguns dos questionamentos da empresária Chris Christe, 25, sócia da CG Assessoria e Arquitetura. A profissional de Marketing disse ao Jornal na Net que nos fins de semana acaba indo para municípios vizinhos, como Embu e Taboão, devido à falta de diversidade na cidade. “No fim de semana Itapecerica é morta, não tem barzinhos bacanas com música ao vivo e parquinhos para crianças, os moradores não tem com o que se divertirem”, disse.


Chris falou ainda sobre a necessidade de ensino profissionalizante para os jovens de baixa renda de Itapecerica. “Uma escola técnica seria uma ótima opção para adolescentes da região, dando para eles uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional”, falou em entrevista para o Jornal na Net.


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